A semente missionária Amarildo Pasini Todo cristão carrega dentro de si uma missão. Deus sussurra em seu ouvido, no batismo: "Ide pelo mundo e pregai o evangelho a todas as criaturas"(Mc 16, 15). A palavra missão significa enviar. Este gesto procede de Deus pai, que primeiro enviou seu Filho para a salvação dos homens. Deus agora nos envia, como missionários, a disseminar as sementes para o restabelecimento da paz no mundo. Outubro foi escolhido como mês missionário para recordarmos a chegada dos europeus no continente americano, como um registro histórico de evangelização. O missionário é o agente que dissemina a paz e o otimismo. Ele é reconhecido por sua mansidão, pois irradia a verdadeira fé, que vem de Deus. No entanto, ele não se cala diante das injustiças. Para sermos mansos, precisamos exercitar esse dom. Não conseguiremos isso assistindo ou lendo porcarias na TV, na internet ou mesmo em jornais, etc. Precisamos selecionar o que os nossos olhos e ouvidos veem e ouvem. Diz o ditado popular: "A boca fala o que o coração está cheio". O missionário, que deseja transmitir a paz, precisa buscar inspiração na fonte certa. Nosso mundo está muito atribulado, quase ao sabor do vento. As oportunidades de evangelização são amplas. No entanto, os terrenos são áridos, com guerras, ódios e revoltas. As pessoas estão muito aflitas, depressivas, realizando diversas manifestações. Algumas gerando mortes e feridos. Às vezes, com feridas na alma, que não cicatrizam facilmente. Alguns buscam a solução nas drogas, outros nas bebidas alcoólicas ou em falsos deuses. No entanto, a cura está muito acessível e sem custo algum. Deus é a solução, e não causa efeitos colaterais. Ele nos fortalece, encoraja e orienta, através do Espírito Santo. Precisamos estar atentos a esse chamado. Basta dizer "eis me aqui senhor, cura-me e envia-me". AMARILDO PASINI é engenheiro agrônomo em Londrina
A aliança Marina-Campos Josivam Martins Há alguns dias acompanhamos a polêmica em torno da criaçao da Rede Sustentabilidade de Marina Silva, um grupo ideologicamente concentrado e com sede de renovação, visto com tom futurista, pelas ruas e, sem dúvida, com uma nova face frente à política brasileira. Porém, sem atingir o número mínimo de assinaturas validadas (onde nunca se viu tanto rigor) a Rede não conseguiu ser efetivada como partido político até a data limite para filiações e trocas partidárias, tendo em conta a corrida eleitoral de 2014. Mas, a líder do movimento ainda poderia filiar-se a outra legenda, talvez o PEN, o PPS (que demonstrou um interesse inédito), tamanho o espanto ocorreu ao Marina declarar filiação ao PSB de Eduardo Campos. Talvez, o espanto não fosse apenas da grande maioria dos eleitores, mas mais intenso para Aécio Neves e Dilma Rousseff (ofegantemente pré-candidata do próprio governo frustrado). Segundo as pesquisas, somados os percentuais de Marina e Campos, a aliança programática teria entre 26% e 32% das intenções de voto, algo muito próximo ao de Dilma, e longe de Aécio (com 15% a 16%). Para o PSDB o cenário é ruim, e para o PT cansativo, pois além de ter que fortalecer a imagem batida da "presidenta", terá como oposição dois ex-ministros de Lula, um inclusive (Campos) do Nordeste, onde os petistas costumam levar grande vantagem. Claro que temos de analisar as mudanças naturais, ou ainda o peso de alguns fatos que ainda vão ocorrer, mas os indicadores demonstram uma mudança no pensamento do eleitorado, ainda mais após os protestos de junho. Vamos acompanhar agora o desenrolar das campanhas, como vão reagir PT e PSDB acuados, na busca por aliados, por tempo na TV e nas ruas. O que se vê é um ganho evidente na coligação PSB-Rede e um segundo turno mais que favorável. Será que teremos pela primeira vez no País um líder do Executivo comprometido com a sustentabilidade e com a ética? JOSIVAM MARTINS é estudante de Administração na PUC-PR campus Londrina
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