A soberania do Estado brasileiro


Há muito tempo se fala da soberania do Estado brasileiro, mas o que vemos é um país prostrado diante do império norte-americano como um animal doméstico. Tudo o que eles impõem, o Brasil aceita tendo como contrapartida uma pequena participação no G20(grupo das 20 maiores economias do mundo). Mas como se manter soberano? O governo brasileiro não aguenta pressão nem da Argentina que impôs barreiras protecionistas contra a importação de geladeiras e outros eletrodomésticos produzidos no Brasil. Na época, o Itamaraty cedeu ao governo argentino e se manteve omisso.
O povo brasileiro elege um presidente de quatro em quatro anos, mas um chefe de Estado há décadas não governa o país. Foi o que ocorreu na construção da Companhia Siderúrgica Nacional situada em Volta Redonda (RJ): para ter financiamento para tal obra, o então presidente Getúlio Vargas assinou um acordo com os Estados Unidos - chamado Acordos de Washington. Mas quando empresários e representantes do Brasil foram até o FED(Banco Central dos Estados Unidos), o banco se recusou a fornecer o dinheiro. Na mesma hora Getúlio Vargas ligou para o presidente Rooselvelt e ameaçou: se os Estados Unidos não liberassem a verba para a construção da siderúrgica, o Brasil barraria o pouso de aviões na base de Belém, rota estratégica para a Europa que estava no meio da Segunda Guerra Mundial. Este exemplo nos mostra o quanto um presidente que tem voz ativa e pode impor-se.
Temos que apenas manter os interesses do povo brasileiro diante das pressões internacionais. A soberania se conquista também com política. Precisamos ter pulso firme em rodadas de negociações com outros países e não podemos ser vulneráveis a qualquer oscilação do mercado externo. Já está na hora de o Brasil acordar e realmente virar uma grande nação que está à altura deste povo que trabalha e luta todos os dias.

JEFERSON GARCIA GIMENEZ É economista em Cornélio Procópio




Escola para melhorar a família

Há escolas direcionadas a todas as áreas do saber. Só que poucas disciplinas ensinam os pais a melhorar a família. O ser humano domina várias ciências e pensa saber tudo. Não há nada entre o céu e a terra que ele pensa entender. Que mentalidade medíocre. O saber é limitado, ninguém sabe tudo e ninguém sabe nada. Às vezes, as pessoas iletradas mostram-se sábias nas coisas simples da vida.
As transformações científicas e tecnológicas estão afogando a família dando a entender que tudo pode. O que era errado é certo hoje. E tudo leva a entender que a família não é importante e o melhor é desmoralizá-la e acabar com ela. A família caminha mal e a sociedade também. Há grandes problemas enfrentados por pais e filhos. Os estudiosos, religiosos e políticos desconhecem a importância da família que pode ser remédio para muitos males que assolam a humanidade. A violência descomunal, a imoralidade escancarada, o desrespeito ao próximo e a banalização do crime.
É preciso criar uma escola específica para versar sobre educação familiar, como os pais devem agir diante dos problemas da família. Que tal se a administração do prefeito Alexandre Kireeff tivesse a brilhante ideia de criar um projeto de educação familiar?
Podemos copiar países de primeiro mundo onde está inserida e é ministrada a disciplina educação familiar, e é obrigatória por lei a participação dos pais dos alunos semanalmente em salas de aula. Ali se conhece o relacionamento que há entre pais e filhos, diálogo, orientação e os resultados são alcançados. Espaços para esses cursos podem ser utilizados nos salões de igrejas, associações de bairros, etc. Que tal a ideia de escola de pais?

OSVALDO CARDOSO RIBEIRO é jornalista e professor de História em Londrina

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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