Homenagem ao idoso centenário
O dia de hoje, 1º de outubro, quando se comemora o Dia Internacional do Idoso, temos que homenagear 38 idosos centenários. Essa é uma conquista que nos enche de esperança de que a humanidade caminha no sentido certo da solidariedade, do amor e da justiça fraterna. A expectativa de vida aumenta a cada ano e é uma característica de nossa geração. Todo esse avanço nos dá a certeza de que dias melhores virão. A chegada da modernidade, carregada de descobertas científicas e melhor qualidade de vida, nos faz acreditar que em tempos futuros encontrar grupos de centenários será missão fácil.
Tirar o idoso de casa para o lazer, devolver ao aposentado a condição de ser útil para a sociedade num tempo em que possuem experiência e sabedoria é dever de todos. Olhar para esses centenários que tiveram o privilégio de ultrapassar a marca dos cem anos, além de nos encher de emoção, guarda um profundo e generoso gesto de gratidão. Pelo espírito visionário ou aventureiro, além da vocação em servir, vieram povoar nossas terras em seus primórdios. Quantas dificuldades enfrentadas, os animais selvagens, as florestas indomáveis, as doenças incuráveis que levaram muitos de seus entes queridos.
Devemos muitos aos senhores e senhoras que tiveram o privilégio de assistir ao vivo a transformação da imensa floresta em uma metrópole que é a nossa querida Londrina. Respeitar o idoso é, antes de tudo, estar ligado ao passado por aquilo que foi construído, estar ligado ao presente naquilo que for necessário para melhorar a qualidade de vida e lançar um olhar ao futuro preparando nossos jovens para que aprendam desde os primeiros passos o carinho, o respeito, a dedicação e a gratidão que devemos ter por nossos idosos.

MARIA INEZ MAZZER BARROSO É secretária Municipal do Idoso de Londrina





Dar a cada um o que é seu


Aprendi, durante quarenta anos de estudos do Direito, que devemos respeitar as decisões daqueles que estão incumbidos de julgar e decidir os destinos dos outros e dos povos. Porém, aprendi também que temos um dever maior, aquele que decorre da cidadania: defender o direito dos mais fracos e oprimidos. Havia um sábio que consagrou uma frase, lapidar e extremamente oportuna: "Entre a Justiça e a lei devemos ficar com a Justiça". Aprendi também que para fazer-se Justiça é preciso ter coragem, não a coragem dos que querem contrariar a todos só para dizer que são independentes, mas a coragem dos que têm que ser humildes quando é preciso.
No voto do ministro Celso de Mello pode-se tirar uma lição para o Brasil inteiro, pois ali há um problema de Justiça. Desnecessário, agora, ele (ministro) vir a público questionar eventuais pressões, pois sabe-se que ela pode ter existido dos dois lados: do lado do certo e do lado do errado.
Cabe a um juiz decidir, depois disso ter a coragem de não reagir às críticas. Elas virão sempre que o ser humano se defrontar com um caso polêmico. Como dizia o honrado presidente Abraham Lincoln: "Se eu estiver certo podem todos me criticar; porém se estiver errado não importa que todos me elogiem, pois a minha consciência não estará bem".
Caro ministro Celso de Melo, fique com a sua consciência, que nós o povo do Brasil ficamos com a corrupção mais deslavada que já se viu. Ficaremos com as promessas de políticos que não cumprem o que prometem, com os desmandos dos autoritários; com as estradas esburacadas; com os doentes sem assistência; com os famintos recebendo as migalhas que caem das mesas dos ladrões; com as crianças das ruas abandonadas à própria sorte, com o melhor país do mundo, que tem as melhores riquezas, porém com parte da elite que não compreende os problemas.

SÉRVIO BORGES DA SILVA É advogado em Londrina

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