O mensalão e nós

O que tem a ver o mensalão com a gente? O mensalão significa a degradação do ser humano, o distanciamento do homem de Deus e não combater esse mal é contribuir para o subdesenvolvimento do nosso País.
Qual é o sentido da vida de uma pessoa? Talvez, o sentido esteja em tirar as pessoas da "grande depressão", dar alegria, entusiasmo, criar desejos, estimular as pessoas a correr a se levantar de manhã com força para enfrentar mais um dia com muita paz e felicidade e muita vontade de construir algo belo e maravilhoso.
Temos então uma grande oportunidade de abrir os olhos das pessoas que não estão enxergando. Se não nos manifestarmos contra a corrupção, estaremos incentivando a "grande depressão". Precisamos incentivar as comunidades "cuidadoras" para preparar e orientar as pessoas. Por trás desta crise, há uma verdadeira prova moral e espiritual, que é muito mais profunda na nossa sociedade. Devemos ter pressa de iniciar o combate, esclarecendo as pessoas com muito amor nas explicações, usando todos os canais de comunicação possíveis, cada um fazendo dentro da sua possibilidade – mas fazendo, agindo, criando e não apenas reagindo ou reclamando.
O tempo é o agora. As pessoas são as próximas de você. O orientador é o Espírito Santo. A pessoa certa é você. Um país precisa ser sério antes de ser desenvolvido! Vamos combater a corrupção de nosso país com atitude, inteligência, união e, principalmente, muito amor no coração. Dessa forma, daremos um sentido para a nossa existência nos aproximando cada vez mais de Deus.

MARCELO CASSA é empresário em Londrina e ex-presidente da Acil




Violência começa no sistema

Muitas conquistas no mundo só são alcançadas pela insubordinação, pela desobediência civil e inclusive pela força, quando todos os meios se esgotam. O motivo: há muita violência no sistema governamental. Ressalvadas as exceções, basta acompanhar o noticiário. Não há dia em que não haja denúncias de corrupção no universo da administração oficial, desde pequenas prefeituras e câmaras de vereadores até altos escalões da República, incluindo muitos serviços de atendimento público. Sem falar dos impostos escorchantes, dos gastos bilionários dos governos e dos abusos do universo financeiro.
Num país onde pouco se consegue por consenso, os cidadãos já sabem que funciona melhor no grito. E se houver violenta repressão policial nas manifestações públicas, a reação é idêntica. No Brasil oficial impera um sistema de brutalidade, manifestada silenciosamente pelo superfaturamento de obras públicas, empreguismo, gastos governamentais exorbitantes, descaso com as necessidades básicas do povo e com obras de infraestrutura, e assim por diante. Então, que não se surpreenda a pretensa parte sã da sociedade com reações como a dos jovens que se manifestam ou se manifestaram em várias capitais. Não foram apenas 20 centavos a mais na passagem do transporte popular, mas a soma de indignações que inapelavelmente chegaram ao ponto de exaustão em dado momento.
Melhor que não houvesse baderna, mas que esse zelo começasse no âmbito dos poderes dominantes. Sim, num regime de livre iniciativa existem maior e menor graus de poder - até pelas capacidades individuais - mas que não haja prepotência e tirania. Ou que se aguente as consequências. Se as massas silenciarem, o arbítrio encontrará o caminho aberto. Não se espere rebeliões pacíficas, ou elas não teriam esse nome. Uma nação se encontra e se identifica quando desperta e age. E há despertares que são bruscos. Devemos saber que não há poder maior do que um povo indignado e cheio de razão. Essas manifestações são um recado.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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