ESPAÇO ABERTO
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Dom Orlando Brandes 
Ao voltar para Roma, após a Jornada Mundial da Juventude, antes de entrar no Vaticano, o papa Francisco foi agradecer a Maria, na Basílica Santa Maria Maggiore, as graças derramadas nesse inesquecível acontecimento da sua visita ao Brasil.
No domingo, dia 4 de agosto na oração do Angelus em Roma, o papa disse: "A Jornada Mundial no Rio foi uma grande festa da fé. Os jovens procuravam e seguiam Jesus, não o papa. Vi no rosto da juventude a alegria do encontro com Cristo que nos livra do veneno do vazio e da ilusão do consumismo".
Portanto, afirma o papa a Jornada não é um "fogo de artifício", mas um caminho de fé e de esperança, no qual ele caminhou com os jovens. O papa acompanha os jovens neste caminho. Tudo na Jornada custou sacrifício, e jovens se sacrificaram sem perder a alegria. Agora, cabe-lhes traduzir a Jornada no cotidiano de sua vida e de sua história, de suas dioceses.
O papa Francisco, referindo-se ao Brasil, disse: "O povo brasileiro tem um grande coração. Não esqueço o caloroso acolhimento, os olhares de alegria, as saudações e gestos de amor e fé. Não esqueço tanta alegria e entusiasmo, o povo brasileiro é generoso. Brava gente esta do Brasil. Agradeço ao Senhor por todos os encontros que tive com o povo, os pastores e as autoridades, principalmente com os jovens".
De volta a Roma, o papa transformou em oração tudo o que vivenciou na Jornada, e tudo consagrou a Maria. Tão grande é seu amor e fé que não demonstrou cansaço. Disse que ia sentir saudades do Brasil, saudades do povo de coração tão grande, povo amoroso de sorriso aberto e sincero, saudades do entusiasmo dos voluntários e da esperança que brilhava no olhar de todos. Esta foi uma inesquecível semana graças ao calor da fé e da amizade do povo e dos jovens.
A Jornada Mundial foi uma verdadeira experiência de crescimento na fé, uma celebração estupenda, fecunda e jubilosa do amor a Jesus Cristo. Os jovens vieram para a Jornada como discípulos e voltaram para suas casas como missionários, para fazer florescer a civilização do amor.
Todos fizeram a experiência de que Cristo faz arder os corações e nutre a esperança de uma nova primavera no mundo todo através dos jovens. Por fim, o papa sempre pede a oração de todos. "Este papa precisa da oração de todos".
Com muita devoção o papa Francisco consagrou a Jornada Mundial a Maria, antes, durante e depois do evento. Temos um papa profundamente mariano como foi João Paulo 2º. Deixou-nos uma catequese de amor a Maria. Ele pediu a Maria que robustecesse a fé cristã que é parte da nobre alma do Brasil, tesouro de sua cultura, alento e força para construir uma nova humanidade na concórdia e na solidariedade.
DOM ORLANDO BRANDES é arcebispo de Londrina
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