ESPAÇO ABERTO
Inevitável
As pessoas quando questionadas quais os maiores medos respondem com frequência que têm medo da morte. Algo que é inevitável e que se tem certeza passa a ser visto com temor. A morte é certa e dela ninguém escapa, sabemos todos que ela chega, mas mesmo assim ela é sentida como algo terrível e que é um erro grosseiro da natureza permitir que assim seja. Nosso sentimento de onipotência é tão grande que queremos até decidir pela natureza. Se a morte é algo tão certo por que então há esse pavor tão grande por ela? Provavelmente porque quem mais tem medo dela tem um desejo de viver bem que nunca se realizou. É notório que entre as pessoas que vivem bem, ou seja, que aproveitam a vida e a vivem com alegria e prazer aceitam melhor e com mais serenidade quando a morte chega. Não se sentem em dívida em relação à vida, pois sabem que aproveitaram suas possibilidades e que deram o melhor de si. Ficam tranquilos perante à morte já que compreendem que seu tempo acabou, mas sabem que ficarão na memória dos familiares e daqueles a quem tocou no decorrer de suas vidas. Celebraram a vida e podem seguir sem mágoas e ressentimentos.
Já aqueles que temem a morte com angústia são os que mais se sentem em dívida por não terem aproveitado bem a vida. Por não terem vivenciado suas possibilidades e potencialidades sentem que há ainda muito por viver. Se protegeram tanto, mas de uma maneira confusa e desorganizada, que o único resultado foi não terem vivido muitas experiências importantes. A morte passa a ser encarada como uma ceifadora sem coração que está arrancando as possibilidades que jamais foram realizadas. Nesses casos a morte está associada a um grande sentimento de perda, praticamente um roubo. A melhor maneira de se precaver da morte é vivendo bem. Não há outra maneira tão eficaz. Quando passamos a valorizar e apreciar o que vivemos criamos condições de não mais temer o inevitável. Quando prestamos atenção à vida a morte passa a ser encarada como algo natural e não como uma inimiga. Viver feliz é o melhor seguro contra os medos, inclusive o da morte.
SYLVIO DO AMARAL SCHREINER é psicoterapeuta em Londrina
Os afins se identificam e se atraem
Quando emanamos um bom sentimento ou praticamos uma boa ação, ingressamos num campo de frequência idêntica. Então, tudo que há dentro desse campo nos toca, porque ali é um repositório de virtudes semelhantes. Não é nenhuma recompensa divina e sim um encontro com as coisas afins que ali estão. O mesmo se dá em sentido contrário. Se adentramos um território de coisas inqualificadas, por conta de nossos maus pensamentos e nossas maldades, não vamos encontrar ali senão coisas iguais, e inapelavelmente elas nos atingirão. Se entramos num ninho de serpentes vamos encontrar serpentes. Assim, um pensamento, um desejo e um ato carregados de maldade atrairão tudo o que está na mesma vibração frequencial.
Se desvio para um caminho do mal estou me distanciando do caminho do bem, e todas as correntes me atrairão mais e mais para o ponto onde me deixo conduzir. Os denominados demônios são nossos egos fora de controle e, portanto, vulneráveis às vibrações de baixa densidade. Estas são as leis da existência, e assim é "na Terra como nos céus". Cada um de nós expressa a consciência universal, porque fazemos parte dela, embora nem sempre tenhamos o entendimento desse status. Como o sol, que banha a todos indistintamente, e isso nem sempre reconhecemos. Se temos uma consciência individual, devemos saber que ela emerge de uma consciência superior consonante.
Tudo se entrelaça. Se tocamos com doçura uma flor, ou simplesmente a admiramos, o universo registra esse momento. Tudo o que se faz com intenção, de bom ou de mau, tem ressonância no cosmo. Todo movimento nosso tem correspondência ao nosso redor e muito além do alcance do nosso pensamento. Quando Jesus, ante seus milagres, dizia que não era ele quem o fazia, mas o Pai, referia-se à consciência universal - da qual também somos dotados, porque ela nos abrange, e assim podemos acioná-la e até com melhor eficiência, como o mestre nazareno nos afiançou.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina
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