Viva o dia da Pátria

Podemos definir independência como a condição de liberdade e autonomia garantida no direito de poder pensar e agir de acordo a sua própria consciência. Assim, a independência possibilita a formação de opiniões e tomada de atitudes baseadas na capacidade de reflexão longe do aliciamento ou da imposição de um terceiro. No campo da política moderna, podemos dizer ainda que ela revela uma enorme correlação com a democracia, e que o processo da independência brasileira é influenciado pelo contexto das revoluções americana e francesa que alteraram significativamente os rumos e definições políticas do mundo ocidental.
Ao olharmos os 513 anos de história do Brasil, podemos destacar inúmeros acontecimentos e vários nomes que contribuíram para que a nossa independência fosse conquistada, mantida e projetasse, entre nós, um futuro melhor. Se já fomos colônia, se já tivemos ditaduras, também é verdade que nossa gente não esmoreceu e luta bravamente para formar uma nação cada vez mais desenvolvida e democrática. Sendo uma das primeiras dessas vitórias e a mais emblemática a conquista da independência de Portugal.
No dia 7 de setembro celebramos 191 anos de independência. Nesta ocasião, com mais vigor, pensamos em toda a esperança da nação, em toda a sua história, em todas suas etnias e cidadãos, em todas as batalhas bélicas ou diplomáticas, por exemplo, em torno das nossas fronteiras. Pensamos no avanço territorial brasileiro além do Tratado de Tordesilhas, no esforço para a incorporação do Acre, mas também na guerra da Cisplatina em que perdemos para a Argentina a posse do território onde hoje é o Uruguai. Enfim, é um momento para nos debruçarmos em nossa história e perceber que o Brasil de hoje, com seus limites territoriais, sua cultura e modelo político é consequência de toda uma série de ações. Nesta data pensamos em todos aqueles filhos que não fogem à luta, seja a luta pela independência em 1822, sejam as travadas no momento atual.

NEUZA DE SOUZA CAMPOS E PRADO é professora de Português em Jaguapitã.





Se a sombra me segue, é que vivo

É um desperdício valer-se de um valioso instrumento como o facebook para entulhar ainda mais aquelas mentes já tanto poluídas por negatividades e propensas a aceitar mais. Falo de certas coisas que muitos não apreciam. Lê e vê quem quer, mas mesmo não desejando, esbarra-se bastante com coisas desagradáveis, que acabam atingindo todos os que são capturados por essas envolvências vibracionais. Mas também existem palavras amenas, como as que li dia desses no facebook, e às quais adicionei outras:
Ante as vicissitudes da vida, agradeço pelos filhos que não limpam seus quartos, porque o importante é que eles estão em casa e não nas ruas. Agradeço por desentendimentos com meu chefe, porque significa que tenho um emprego e estou trabalhando. Também sou grato pela desordem que vejo em minha casa após uma noite de festa, porque é sinal de que tenho amigos. Agradeço pela grama que tenho de cortar, pelo telhado por consertar, pela limpeza dos vidros das janelas, pois isto sinaliza que tenho uma casa.
Agradeço pelo ruído da vizinhança, pois isto é sinal de que meus ouvidos estão bons. Também agradeço por não encontrar uma vaga de estacionamento, pois tal não aconteceria se eu não tivesse um carro. Felicito-me pela roupa que devo lavar e passar, significando que tenho o que vestir.
Agradeço pela chuva fria e aparentemente incômoda, porque ela enche os rios e riachos, reaviva a pastagem que alimenta a vaca e me fornece o leite; que irriga o solo para o plantio, limpa os telhados e leva para o ralo as imundícies do chão. Agradeço pelo sol escaldante, que gera a fotossíntese, mantém vivo este planeta e tudo o que nele existe. Sou agradecido por estar habitando a Terra, mesmo que em meio a turbulências, pessoais e coletivas, porque estou tendo a oportunidade de cumprir meus carmas e missões. Agradeço por ver minha sombra e seus movimentos, porque é o sinal de que vivo.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina.

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­nimo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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