Alternância no poder
Hugh Muir Thomas

O PT está no poder há dez anos. Unido ao PMDB, tem força suficiente para continuar governando.
O PT já mostra sinais de decadência moral e ética, como demonstrado pelo recente escândalo do mensalão que foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal e até agora não resultou em correções ou punições. O comportamento de membros do partido mostrou respeito diminuído pelos níveis de honestidade desejáveis a um governo.
O PMDB, por sua vez, tem se demonstrado um partido prioritariamente interessado em cargos elevados no governo, facilitando assim o seu domínio político. Se for um partido com uma ideologia, esta está levada ao terceiro ou quarto plano, dando prioridade a ganhos de cargos cada vez mais importantes com vantagens pecuniárias.
A posição dos dois partidos juntos é, portanto, dominante e tem tido um efeito destruidor sobre a siglas de oposição. O PSDB, que sofre os efeitos de divisão, está grandemente enfraquecido. Os demais partidos juntos não formam qualquer oposição política significante. O DEM está quase desaparecido e os demais partidos não têm qualquer união que faça alguma força. Assim, o domínio PT-PMDB parece poder continuar se fortalecendo e dominando a cena política do País. Independentemente do fator ideologia existe o perigo de vícios crescentes e até risco para a própria democracia. Independentemente do desgaste que está ocorrendo no PT, tem que se respeitar a sua ideologia. O grande vilão, por ter se vendido em troca de poderes, é o PMDB. Quando será que esse partido vai acordar para a dura realidade? Quando vai reencontrar a sua autoestima e respeito próprio? Ou será que a posição atual está confortável demais? As perspectivas são sombrias. Não queremos o desenvolvimento de um governo tipo Hugo Chávez, Evo Morales, etc. A tentação de um partido que está tempo demais no poder não pode ser ignorada.

HUGH MUIR THOMAS é administrador de empresas em Londrina.




Jornada da juventude
Guilherme Augusto Lippi Garbin

A juventude é vista por vários lados. Há quem a veja como um setor da sociedade pronto para ser explorado, outros a observam com receio das mudanças que possa promover. Há quem personifique a juventude como um ponto de interrogação por não conseguir compreendê-la. Não tratamos de uma única juventude, mas de uma diversidade de movimentos jovens. Na história da humanidade há momentos em que a parcela jovem da sociedade foi agraciada com relevante atenção dos governos, movimentos sociais, religiões, enquanto em outros períodos foi esquecida à própria sorte. Partidos políticos já preparam seus futuros comandantes em suas juventudes partidárias, movimentos sociais convocam os jovens a tomarem as ruas. Infelizmente, jovens também já foram e são usados como meio de propagação e manutenção de ideologias estapafúrdias, como a juventude hiliterista e o terrorismo.
A riqueza da juventude está justamente em sua principal característica: ser heterogênea no pensar, mas homogênea no agir e existir. E, talvez, por esse fato seja tão complicado compreendê-la. Ninguém pode esquecer que já foi jovem e se indignou com o mundo que lhe foi entregue por seus predecessores. A juventude é vista como o futuro da humanidade. Porém, como falar de futuro a jovens que têm vedadas as oportunidades? Como proporcionar aos jovens uma formação de qualidade, não só educacional, mas sim de caráter? Como auxiliar os jovens a se encontrarem como membros de uma sociedade efetivamente, se essa os excluem? O que podemos fazer por nossos jovens?
Para ser jovem, não é requisito primário estar jovem, desde o mais novo ao mais idoso dos seres humanos, a todos nos é permitido ser jovem por toda a vida. A jornada da juventude está na vida de cada um. Basta querer participar dela. As dúvidas que cercam a juventude são respondidas, sem dificuldades, por quem vive por, pela e na juventude.

GUILHERME AUGUSTO LIPPI GARBIN é estudante de Direito na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, campus Londrina.

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res (55 li­nhas) e no mí­ni­mo 1.600 ca­rac­te­res (25 li­nhas). Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup