ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de julho de 2013
Wellington Ferreira 
O Brasil vive momentos de grandes oportunidades. Com uma democracia em processo de amadurecimento, uma população jovem e criativa, um meio ambiente extraordinário e imensa riqueza em recursos naturais, é um dos países com maior potencial de crescimento e inserção no mundo das nações desenvolvidas. Um desafio, porém, ainda se coloca neste caminho e vem dificultando a consolidação de nossas recentes conquistas: a educação.
É para esse ponto que gostaríamos de chamar a atenção nesta data em que se comemora o Dia Internacional do Cooperativismo. E o fazemos porque o cooperativismo, além de uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social, é um poderoso instrumento de produção e disseminação de conhecimento, de realização de trabalhos em grupo e de superação de metas e desafios comuns.
Ao participar da gestão e dos processos decisórios, os associados e cooperados ajudam a administrar as cooperativas, aprendem a lidar melhor com seus recursos e seus próprios negócios e desenvolvem um espírito efetivo de participação nos assuntos comunitários. Assim, cooperar representa uma experiência prática de educação que gera benefícios para toda a sociedade.
O Brasil tem aproximadamente 6.600 cooperativas. O número de associados está chegando a 10 milhões o que significa que, de cada 20 brasileiros, um já sabe o que é cooperar. Além disso, o setor emprega um exército de 300 mil funcionários e colaboradores.
O cooperativismo hoje opera, de forma transversal, numa ampla gama de setores, como agropecuária, produção, crédito, educação, saúde e habitação para citar alguns exemplos. O estado do Paraná é um exemplo nacional de cooperativismo, possuindo algumas das maiores cooperativas do País, em segmentos como produção, agropecuária e crédito. Muitas de nossas pequenas cidades do interior contam com apenas uma instituição financeira e são cooperativas de crédito. E elas estão lá porque na raiz do sistema reside o apoio decisivo ao desenvolvimento regional, a proximidade com o associado e o atendimento personalizado de suas necessidades.
Não por menos que, no setor agropecuário, em que as variações de clima, de culturas e de região exigem conhecimentos específicos para alcançar bons resultados, o cooperativismo de crédito caminha a passos largos e já é um de seus principais financiadores. Por conhecer de perto a realidade do produtor rural, o cooperativismo oferece soluções em financiamento, seguro e outros serviços que ajudam a dinamizar ainda mais a economia do campo e tornar o agronegócio brasileiro num importantíssimo player global. O sistema Sicredi, instituição da qual temos orgulho de participar, já é a segunda maior instituição de crédito rural do País, ficando atrás apenas do Banco do Brasil.
Por conhecer melhor o associado, as cooperativas de crédito também apresentam menor índice de inadimplência, abrindo portas para oferecer melhores taxas e condições para empréstimos e contribuindo decisivamente para o desenvolvimento regional. E isso é resultado da proximidade propiciada pela prática do cooperativismo.
Na saúde, o sistema Unimed se capilarizou de tal forma que hoje tem presença em todo o território nacional, sendo sinônimo de qualidade na prestação de serviços e atendimento à população. Em outros setores, os ótimos resultados também são a regra.
O cooperativismo, porém, tem muito mais a oferecer ao País. Organizado sobre sólidas bases e marcos regulatórios, o Sicredi e as demais instituições cooperativas estão com os olhos voltados ao futuro e à construção de um país cada dia mais sustentável sob o ponto de vista social, econômico e cultural. Estamos prontos para crescer e convidamos todos os brasileiros a participar do mundo cooperativo.
O resultado será um país que investe cada vez mais na educação, no potencial de sua gente e no crescimento econômico com justiça social e desenvolvimento local.
WELLINGTON FERREIRA é presidente do Sicredi União Norte do Paraná
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