ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de junho de 2013
Julieta Arsênio 
Não se espantem, mas esse é um novo dispositivo criado para "ler" as placas dos veículos e cruzar os dados com o cadastro do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Quando houver irregularidade (falta de licenciamento ou carro envolvido em crime, por exemplo), a polícia será informada on-line e poderá agir, inclusive em blitze. Especialistas dizem que é saudável, porque tira das ruas veículos com problemas. Mas a leitura ótica do número da placa ainda gera várias confusões, levando à leitura errada com frequência.
O chamado "radar dedo-duro" também prevê multas de motos em alta velocidade e no corredor entre os carros. Afinal, hoje, apenas os radares móveis têm essa capacidade. Outra infração que se pretende coibir é a conversão proibida. Esses equipamentos deverão também detectar invasão das faixas de ônibus e pedestres, avanço de sinal e infração do rodízio. Com isso, frear apenas ao passar no radar não vai adiantar. O motorista terá de permanecer abaixo do limite de velocidade na maioria do percurso ou poderá ser multado. Exemplificando, se já fosse permitido multar por velocidade média e a Prefeitura de São Paulo tivesse radares com essa tecnologia, as autuações na Avenida 23 de Maio, um dos principais corredores de tráfego da capital, seriam 700% maiores.
Especialistas, consideram "uma medida saudável porque evita aquela prática usual no Brasil de diminuir a velocidade na passagem pelo radar e acelerar depois ". Por outro lado, um consultor em Engenharia de Tráfego alega que os novos radares darão eficiência à fiscalização. Afinal, queremos assegurar um trânsito com fluidez e saudável, ou proporcionar eficiência à fiscalização?
As cidades crescem, o número de veículos aumenta e, ao invés de enfrentarmos esse impasse, buscamos criar alternativas que infelizmente não solucionam os problemas do tráfego. O planejamento urbano, cada vez mais fica na gaveta, junto com a problemática dos maiores responsáveis pelo conflito: o homem. Insisto, os mais sérios problemas que enfrentamos no trânsito só podem ser resolvidos por uma mudança de atitudes, ou seja, com a transformação interior de cada um de nós. E somente a soma dessas metamorfoses individuais poderá trazer uma solução coletiva.
Julieta Arsênio
Não se espantem, mas esse é um novo dispositivo criado para "ler" as placas dos veículos e cruzar os dados com o cadastro do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Quando houver irregularidade (falta de licenciamento ou carro envolvido em crime, por exemplo), a polícia será informada on-line e poderá agir, inclusive em blitze. Especialistas dizem que é saudável, porque tira das ruas veículos com problemas. Mas a leitura ótica do número da placa ainda gera várias confusões, levando à leitura errada com frequência.
O chamado "radar dedo-duro" também prevê multas de motos em alta velocidade e no corredor entre os carros. Afinal, hoje, apenas os radares móveis têm essa capacidade. Outra infração que se pretende coibir é a conversão proibida. Esses equipamentos deverão também detectar invasão das faixas de ônibus e pedestres, avanço de sinal e infração do rodízio. Com isso, frear apenas ao passar no radar não vai adiantar. O motorista terá de permanecer abaixo do limite de velocidade na maioria do percurso ou poderá ser multado. Exemplificando, se já fosse permitido multar por velocidade média e a Prefeitura de São Paulo tivesse radares com essa tecnologia, as autuações na Avenida 23 de Maio, um dos principais corredores de tráfego da capital, seriam 700% maiores.
Especialistas, consideram "uma medida saudável porque evita aquela prática usual no Brasil de diminuir a velocidade na passagem pelo radar e acelerar depois ". Por outro lado, um consultor em Engenharia de Tráfego alega que os novos radares darão eficiência à fiscalização. Afinal, queremos assegurar um trânsito com fluidez e saudável, ou proporcionar eficiência à fiscalização?
As cidades crescem, o número de veículos aumenta e, ao invés de enfrentarmos esse impasse, buscamos criar alternativas que infelizmente não solucionam os problemas do tráfego. O planejamento urbano, cada vez mais fica na gaveta, junto com a problemática dos maiores responsáveis pelo conflito: o homem. Insisto, os mais sérios problemas que enfrentamos no trânsito só podem ser resolvidos por uma mudança de atitudes, ou seja, com a transformação interior de cada um de nós. E somente a soma dessas metamorfoses individuais poderá trazer uma solução coletiva.
JULIETA ARSÊNIO é psicóloga especialista em comportamento de trânsito em Londrina


