1. A eleição do papa Francisco. A Igreja de Cristo está vivendo novos tempos e esperanças. A eleição do papa Francisco foi obra do Espírito Santo que conhece os corações e conduz a Igreja por admiráveis e diversos caminhos. As chaves do reino dos céus estão em boas mãos. Nosso papa tem a bondade de João 23, a sabedoria de Paulo 6º, a missionariedade de João Paulo 2º, a alegria de João Paulo 1º e a profundidade de Bento 16. Nele temos o despojamento de Francisco de Assis e a tenacidade de Inácio de Loyola. Ser jesuíta e franciscano é o mesmo que ser discípulo missionário.
2. O Sínodo da Nova Evangelização. Este Sínodo trouxe-nos entusiasmo e coragem missionária. Nova Evangelização supõe novo coração, nova mentalidade, novo jeito de ser cristão e novas lideranças. Isso significa conversão pessoal, pastoral e institucional. Burocracia, cansaço, indiferença e acomodação constituem entraves para a missão. Escutemos o que o Espírito diz à Igreja. O papa Bento 16 alertou-nos sobre o perigo da descristianização da sociedade e a mundanização da Igreja. A Nova Evangelização é uma bússola que indica os caminhos de uma nova Igreja.
3. O Ano da Fé. Não basta ser batizado nem viver uma determinada religiosidade sem uma forte experiência de Deus e uma profunda compaixão com os irmãos. O Ano da Fé com seus sete eixos, a saber: eixo pessoal, celebrativo, reflexivo, eclesial, social, testemunhal e transmissão da fé quer revigorar a Igreja. Ainda mais, a celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano 2º e os 20 anos da publicação do catecismo da Igreja Católica, faz a Igreja aprofundar suas raízes e alçar voos na missão. Vivemos um tempo de muitas graças. O Espírito Santo é a alma e o coração da Igreja e sempre a renova e rejuvenesce. Os desertos se transformam em jardins.
4. A Jornada Mundial da Juventude. Os jovens estão no coração da Igreja e são portadores do futuro da sociedade. Eles são o sorriso da vida, o vigor da história e a beleza da existência. Se os amarmos ganharemos o seu coração. Cabe-nos apresentar-lhes opções alternativas. A Igreja não só fez uma opção pelos jovens, mas quer converter-se a eles, amá-los, servi-los. Eles muito contribuem para a renovação da sociedade. Precisam, porém, de referências, modelos, exemplos positivos. A Jornada Mundial da Juventude é um pentecostes para rejuvenescimento da Igreja e do mundo.
5. A Conferência de Aparecida em 2007. Que documento iluminado, concreto e proativo. A partir de Jesus Cristo, através da animação bíblica de toda a Igreja, o Documento de Aparecida nos convoca a um encontro decisivo com Jesus Cristo e a um reencantamento pela Igreja, pelo reino e pela evangelização. Grandes são suas propostas pastorais: conversão pastoral, iniciação cristã, renovação da paróquia através das pequenas comunidades, compaixão com os pobres. Se formos discípulos missionários, a Igreja Católica será uma "Igreja da atração", convicta e convincente. Estes pentecostes de nossos dias nos cumulam de alegria, esperança e coragem. Tudo isto nos fascina e vincula à Igreja de Cristo. Quantas maravilhas o Espírito está realizando na Igreja hoje.
6. O Concílio Vaticano 2º. Este Concílio foi a grande graça do século 20, é a bússola que guiará a Igreja no novo milênio. A Igreja abriu-se para a unidade dos cristãos, o diálogo com o mundo moderno e a renovação dela mesma. Ainda estamos no começo da proposta evangelizadora do concílio. Somos convidados a voltar aos textos - propostas e diretivas conciliares. Temos um longo caminho a percorrer até que o concílio possa chegar a todos os fiéis. A fidelidade ao concílio será nossa segurança para a nova evangelização

DOM ORLANDO BRANDES é arcebispo de Londrina

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