Imagina na Copa!
O título do artigo já virou jargão popular entre os brasileiros. Mas nem tudo é ou será ruim. A organização de acontecimentos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas movimenta não somente a atividade turística, mas todo o seu entorno. São afetados aspectos que vão desde a infraestrutura local e desenvolvimento da mão de obra até a autoestima da população. Empresas especializadas em gestão de serviços realizaram visitas na China e na África do Sul e observamos como estes eventos afetaram as cidades de formas diferentes.
No caso chinês, a disciplina e a pujança econômica ficaram muito marcadas. Em tempos recordes, o país ergueu arenas, atrativos turísticos e hotéis. Também pavimentou ruas, limpou a cidade, maquiou lugares menos atraentes e tentou educar a população para receber bem o turista, abandonando hábitos localmente aceitos e repugnantes para os ocidentais. Os resultados ainda são perceptíveis depois de anos da realização do evento. Pequim continua limpa e organizada, a infraestrutura está sendo usufruída pela população local e velhos hábitos não retornaram com força.
Na África do Sul, a situação foi diferente. Estádios foram construídos e ruas foram pavimentadas, porém, com "timing" peculiar. Faltando 30 dias para a Copa, ainda havia muito por fazer. No pós-Copa ainda se via obras nas rodovias e estações de trens. O trânsito caótico não teve solução. Em compensação, o atendimento foi e continua sendo primoroso. Com uma alegria contagiante, o povo sul-africano preparou-se para receber os visitantes e ainda é possível desfrutar da mão de obra mais capacitada.
A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 farão bem ao Brasil. Obras necessárias estão saindo do papel. Se o resultado for a união das experiências da China e da África do Sul será ótimo. Estrutura necessária pronta a tempo e de forma organizada combinada com a cordialidade e a excelência na prestação dos serviços.
CAROLINA SASS DE HARO É doutora em turismo e sócia-diretora da Mapie, empresa especializada em gestão estratégica de serviços.

Uma vida de pobreza e simplicidade
Nestes dias em que o novo papa dá exemplos de humildade e desapego, e às vésperas da Páscoa, é oportuno rememorar alguns episódios da vida simples e difícil de Jesus e da família, na sua infância, adolescência e juventude. Com a morte acidental do pai (José), a tristeza de Maria e das crianças instalou-se, e o então jovem nazareno assumiu o comando da casa e o cuidado da mãe e dos irmãos. Como qualquer lar, era necessário obter renda para a subsistência. Jesus tocava harpa, mas em dado momento teve de vendê-la para atender às necessidades financeiras.
Está escrito que o que a família vestia e comia era simples, embora entre os judeus da época a falta de riqueza não significava inferioridade. Jesus era um hábil construtor de barcos, mas os ganhos da carpintaria eram baixos. Ele trabalhava o dia inteiro e passou por todos os conflitos que um jovem de sua idade passa. Mas, nesses anos de adolescência e juventude, a chama divina o iluminava por dentro. Já havia nele uma consciência da missão a que estava destinado.
A narrativa é que Jesus era belo e saudável, e Rebeca, filha do abastado mercador Esdras, alimentou por ele uma grande paixão e assim ela o acompanhou até a cruz. Os zelotes queriam que Jesus se aliasse a eles numa rebelião contra os dominadores romanos, a quem odiavam, mas ele recusou-se muitas vezes e isso criou-lhe alguns contratempos. Ele tinha consciência de que não viera para fins como esse e que era mais que um cidadão comum.
A pobreza em casa continuava, e até utensílios domésticos tiveram de ser vendidos face a algumas necessidades. Mas Jesus era otimista e consolava a mãe e a todos, e ensinava aos irmãos que, em lugar do método judeu de evitar o mal, também se praticasse o bem. Havia em casa uma "ovelha negra", que era seu irmão Judá, dado a infrações às regras da casa, mas em tudo, mesmo com ele, Jesus - embora enérgico - era afável e benevolente. A Bíblia fala apenas superficialmente da vida de Jesus adolescente e absolutamente nada do que lhe aconteceu dos 13 aos 30 anos.
WALMOR MACARINI É jornalista em Londrina.

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