O amigo livro
Mauricio Kalau Gonzales


Esta frase pode já ter sido mencionada por vários autores e com o mesmo intuito, mas por quê? Alguns poderiam responder por nele se encontrarem informações que fazem elucidar nossos pensamentos ou colaborar para este fim. Não discordo. E há outras respostas. Atualmente a internet e o "mundo virtual" colaboram para o mesmo fim e as pessoas usam, possivelmente, mais esse meio de pesquisa para consulta de livros.
Sem um motivo maior comecei a ler um livro, de capa dura, publicado na edição brasileira em 1964 pela editora Lidador, com o título "Industriais Famosos". Ele mostra resumidamente a história de personalidades. Pude constatar alguns fatos que, para mim, foram ensinados de outra forma. Um deles é o seguinte: historicamente é atribuído a Henry Ford a invenção da linha de produção em massa onde cada empregado na fábrica fica especializado por uma única operação. Dessa forma os custos de fabricação podem diminuir. E era o que Ford queria para poder produzir carros baratos e em grande quantidade.
Para meu espanto, o que ele fez foi apenas uma adaptação de um modelo de manufatura já existente na época. No mesmo livro a explicação. Ford adaptou o modelo de fabricação criado por Philip D. Armour para empacotar carnes. Armour planejou uma forma de aproveitar todo o conteúdo de animais, menos o berro. Inclusive inventou usos diversos para os subprodutos derivados dos animais. Naquela época já existia o instituto das patentes, porém era raro alguém patentear um método administrativo de produção. O que eles mais patenteavam eram produtos. Armour não patenteou seu modo de fazer, mas historicamente ele foi precursor da fabricação em larga escala e isto está relatado nesse livro que foi originariamente feito nos Estados Unidos em 1961.
Em relação a livros, este exemplar deixado para consulta em uma prateleira da Biblioteca da UEL e consultado aproximadamente três vezes desde quando lá está (mais de 30 anos), revelou-me um antigo amigo. Que hoje chamo meu amigo. E agora sei por que um livro é um amigo.
MAURICIO KALAU GONZALES É administrador de empresas e professor em Londrina.

Comoções coletivas purificadoras
Walmor Macarini

A imprevidência dos homens é responsável por muitas tragédias. Mas, dolorosas que sejam, elas também servem como advertência para a correção de erros, a fim de que não se repitam. Podem ser uma predeterminação. Certo é que nada acontece por acaso, seja pelas razões de Deus ou do destino preestabelecido - antes de aqui aportarem - pelas partes envolvidas no processo. Também se dá que fenômenos destruidores, de ordem física, se produzam pelo poder nefasto das mentalizações inqualificadas.
Acontecimentos trágicos como o de Santa Maria - que em nossos dias chegam em segundos ao conhecimento de toda a humanidade - geram profunda comoção popular, e essa dor sentida por todos ao mesmo tempo - com vigoroso sentimento de solidariedade - provoca uma corrente de limpeza e purificação na atmosfera terrestre. Em maior ou menor grau, segundo cada um, essa onda de dor silenciosa - regada por preces sinceras que brotam da alma, por lágrimas e fortes emoções - irriga corações e mentes com uma incontida e genuína torrente de amor e solidariedade.
Estes são momentos de grande provação. Deus exerce seus desígnios e suas permissões por modos que nosso entendimento não alcança. Algo indica que todas essas vítimas compõem legiões de jovens índigos que previamente se doaram para uma causa nobre de redenção e de purificação do ambiente terreno e para que mudanças para melhor aconteçam, ao tempo em que possibilitam uma limpeza no denso campo vibracional do planeta e da crosta circundante. Porque mortes coletivas podem ser acordos preestabelecidos (eis que não somos de agora) por essas pessoas envolvidas, embora uma vez aqui elas não guardem a memória disto. A cada dia morrem individualmente muito mais que 230 jovens, mas o impacto de mortes violentas em grupo tem muito maior poder de comoção. Os que se sacrificam em tão penosas dispensações como essa, incluindo os ligados a eles por laços de família, sempre sobem muitos degraus na escala do aperfeiçoamento em tais casos, e assim tempos são abreviados e, em algumas horas, acontecem saltos evolucionários que demorariam anos e mesmo séculos.
WALMOR MACARINI É jornalista em Londrina

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res (55 linhas) e no mí­ni­mo 1.600 ca­rac­te­res (25 li­nhas). Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup