ESPAÇO ABERTO
Água no feijão
Mauricio Kalau Gonzáles
"Água no feijão que chegou mais um", é um trecho de uma música brasileira usada para representar a divisão de um bolo para mais integrantes. É como colocar mais carros num mesmo espaço de tráfego. Especula-se sobre projeções econômicas para daqui a 50 anos, ou seja, lá por volta de 2063. Uma delas é que o mundo terá por volta de 9 bilhões de pessoas. No Brasil e no mundo questiona-se como alimentar esse número de bocas. Também será necessário vestimentas, moradia, assistência à saúde, educação, etc. Para que estas necessidades sejam satisfeitas, há a necessidade de fontes de recursos naturais como água, minerais e humanos. A degradação desses recursos, já escassos em alguns países, trará consequências. Noticia-se que nos Estados Unidos a proporção de dias quentes e frios que, na década de 1950 era de 1 para 1, hoje é de um para dois, ou seja, 2 dias quentes para um frio no ano. Como será em 2063 o clima do planeta?
A resposta passa inevitavelmente pelo progresso tecnológico baseado na matriz energética derivada da exploração do petróleo nos últimos cem anos. Como será esse recurso natural em 2063? Se hoje nos deparamos com os problemas acima não resolvidos, será que teremos capacidade para resolvê-los tendo o mundo 9 bilhões de habitantes com as fontes de recursos naturais reduzidas? Se para dar vazão às necessidades de consumo, hoje já não se respeita no Brasil os direitos de povos indígenas, o que será em 2063? Se confirmar-se a previsão do aumento populacional para o mundo, para cidades como Londrina pode-se esperar o dobro da população atual ou mais. Que planejamento pode ser feito hoje tendo-se essa estimativa?
Einstein em um livro bibliográfico já colocava sua preocupação com o desenvolvimento das cidades. E também com a bomba H. Mas acredito que os grandes problemas sejam a explosão demográfica, a falta de planejamento conjunto de autoridades mundiais responsáveis pelo desenvolvimento de suas nações e opções técnicas que Deus queira surjam no decorrer do tempo.
MAURICIO KALAU GONZÁLES é administrador de empresas em Londrina
A era do pensamento intuitivo
Walmor Macarini
Temos abarrotado nossa mente de detritos e perdemos a memória de que nosso corpo físico é apenas uma roupagem temporária. Esses detritos são o ódio, a inveja, a ganância, o egocentrismo, a indolência, o descaso, o desamor, a maledicência, a pouca solidariedade e os tantos outros males que conhecemos. Tais entulhos são os inimigos íntimos que temos acalentado e não os abandonamos, reservando-lhes o melhor dos aposentos. Assim com a "casa" cheia, as coisas boas não encontram espaço para alojar-se.
Será pela serenidade mental, pela harmonia dos pensamentos, palavras e ações, pela busca da paz no coração e pela superação de todos os males acima citados que os afastaremos. A paz é uma opção, não um condicionamento, e podemos alcançá-la mesmo em meio às turbulências externas. Temos sempre de exaltar a vida e agradecer pelas oportunidades de habitar este planeta, que é antes de tudo um lugar de aprendizado.
O período de Aquário, no qual acabamos de entrar, inaugura a era do pensamento intuitivo, e isso significa que temos de ouvir mais atentamente o nosso eu interior, que é a presença de Deus em nós. Equivocadamente, fiéis dizem em suas preces que Ele está "no meio de nós e que não somos dignos de que entre em nossa morada". Não é um mal, mas como a palavra e os pensamentos têm poder, de certa forma negam Deus dentro de si como parte integrante do próprio ser.
Os portais começarão a abrir-se para a mentes despertas, porque ingressamos num tempo de maior expansão da consciência e de uma mais vasta cosmovisão. O homem reavivará a memória de sua origem divina, irá se distanciando de suas limitações tridimensionais e começará a conectar-se com a ressonância de dimensões mais altas. Ao compreender-se luz, sintoniza-se com a luz de que é feito e, então, resplandecerá.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina
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