Londrina, continue alerta!

Nos últimos quatro anos, Londrina foi marcada por episódios históricos: o terceiro turno eleitoral, a cassação de Barbosa Neto, a prisão e renúncia de José Joaquim Ribeiro e a posse de um novo e quarto prefeito. Sem dúvida, a cidade passou por traumas. E aprendeu com isso. Não aceitaremos mais o caos no poder público. Para esperança de uma população apaixonada por sua cidade, temos um novo e promissor horizonte com a eleição de um prefeito que não vê a política como projeto pessoal e não está enlaçado por conchavos. Não haverá aquele tradicional ''toma lá da cá'', nem as famosas trocas de favores entre grandes coligações que visam a atender a interesses partidários e particulares e não às demandas da população. Nas urnas, Londrina mostrou que não tem dono - e sabe o que quer.
Precisamos também dar a mesma importância para a eleição do futuro presidente da Câmara, que é a figura maior do Legislativo. Nas duas últimas eleições, tivemos um número expressivo na renovação de nossos vereadores, entretanto, vemos os reeleitos se candidatando para o cargo tão cobiçado. A presidência da Câmara tem um valor estratégico para o futuro de nossa cidade. Nas mãos do vereador que ocupar essa cadeira, estará a condução dos projetos que podem alavancar ou retardar o desenvolvimento de Londrina. Escolher o nome errado teria consequências nefastas.
Para esse perfil também devemos dar valor aos fichas limpas, aos vereadores que apresentem alta capacidade de legislar para o bem da população. Cuidado, Londrina! Temos todo tipo de candidato a presidente da Câmara, inclusive aqueles que perseguem servidores públicos, não comparecem ao chamamento da Justiça e não se preocupam com a honra das pessoas. Sem falar daqueles que respondem a representações por ato atentatório ao decoro parlamentar. Aos novos vereadores, a sugestão é: sejam criteriosos e pensem na cidade na hora de escolher o novo presidente da Câmara. Daqui a quatro anos, a população saberá avaliar suas condutas.

LUIGI CARRER FILHO é médico veterinário, diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e da Sociedade Rural do Paraná

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Por que Jesus escolheu a Terra

Seres das mais elevadas paragens celestiais nos dizem que dificilmente se saberá por que Jesus escolheu a Terra para o sétimo e último dos seus grandes atos sacrificiais, e por que a Palestina. Talvez porque esta era, então, a mais desenvolvida região do mundo, unindo ali, por graça do Mar Mediterrâneo, Jerusalém, Judeia, Galileia, Samária, o Império Romano, Egito, Grécia, a ilha de Creta e, por extensão, a Macedônia. Alcançava-se por barco todos esses lugares.
Eles narram que o arcanjo Gabriel veio à Terra e concluiu que os hebreus possuíam as características adequadas para a descida do Mestre. Eles se julgavam um povo escolhido, e viriam depois a sacrificar Jesus. Três casais foram selecionados, e a escolha recaiu sobre Maria e José. Seria não propriamente uma escolha, mas uma predeterminação, porque Maria era uma vestal, egressa dos essênios, jovem e pura. Ambos eram pessoas comuns, embora a linhagem de José remontasse aos dias de Abraão. A Terra era, como ainda hoje, um planeta de baixa densidade, e Jesus veio exatamente aqui porque desejou vivenciar tudo o que os homens vivenciavam.
Esse ato sacrificial era o derradeiro, depois de seis outros quase idênticos, vividos em vários planetas e isto - além do propósito de sua dispensação - o habilitava a assumir a soberania de seu universo regional, onde se situa a Terra - um dos milhares de universos setorizados dentro do Sétimo Superuniverso. Já antes Gabriel estivera com Isabel, prima de Maria e mulher de Zacarias, e anunciou a chegada de João Batista. Isabel soubera antes de Maria da vinda de Jesus.
O nascimento do Menino Jesus ocorreu no dia 21 de agosto, ao meio-dia. Ele realmente foi depositado numa manjedoura. Dois dias depois um abastado senhor cedeu seu quarto numa pousada ao casal e ao recém-nascido. Ali eles ficaram por quase três semanas, até se alojarem, durante um ano, na casa de um parente de José. Não foram Reis Magos que visitaram o local do nascimento, e sim três sacerdotes, e algumas semanas depois, trazendo-lhes presentes. A estrela de Belém é uma lenda, mas o mito tornou-se uma bela tradição.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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