ESPAÇO ABERTO
É importante ressaltar que muita coisa mudou na Odontologia nas últimas décadas. Desde materiais e técnicas, informatização, critérios de planejamento, perfil mais exigente dos clientes e até o modo de administrar o consultório não ficou para trás. Diante de tantas tecnologias e tamanhas modificações é certo que ficou difícil para o profissional assumir todos esses papéis, ora se dedicando a administrar, ora praticando as técnicas clínicas. Tudo isto o levou a dispender de mais tempo para os negócios e para seu aperfeiçoamento profissional e menos tempo para se dedicar a promover sua qualidade de vida.
Se por um lado houve ganho de satisfação profissional promovido pelas tecnologias, por outro o homem contemporâneo amarga consequências maléficas como estresse, depressão e outras doenças.
Há de repensar que as universidades não preparam o jovem dentista para esta dupla jornada. De modo geral, os dentistas, assim como outros profissionais, se desgastam demasiadamente na nobre missão de administrar seu consultório e satisfazer as necessidades de saúde bucal dos clientes, buscando por método das tentativas ou organizando-se em métodos baseados em experiências.
Faltaria um profissional da área odontológica para assumir esse papel? Em busca de solucionar problemas e amenizar tais prejuízos o profissional - auditor em saúde e gestão surge no mercado para agregar qualidade e fazer com que o profissional tenha mais tempo para si, sua família e seu lazer. Reflexão: alguém já ouviu falar da figura do auditor em saúde e gestão?
LUIZ ARTUR DO COUTO BALAN é dentista, especialista em Auditoria em Saúde em Londrina
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surgiu em 1998 por determinação do governo federal para aferir, por meio de competências e habilidades, o grau de excelência dessa etapa da educação básica. Entende-se por competências e habilidades a capacidade de mobilização de um repertório de recursos e conhecimentos para resolver problemas propostos. Durante algum tempo o Enem foi negligenciado pelas escolas, principalmente por conta de uma resistência dos professores quanto à ideologia subjacente ao discurso das competências e habilidades, já que sua origem tem relação com a administração, até que as universidades públicas começaram a utilizar a nota individual do aluno no ENEM como forma de acesso aos seus cursos superiores.
A correção das provas do Enem é feita por um sistema estatístico chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) que tem por base os diferentes graus de complexidade do conhecimento agrupados em três níveis: Básico (identificação e reconhecimento de fenômenos e processos), Operacional (aplicação de conhecimentos na resolução de problemas) e Global (avaliação de situações-problema a partir de um grande número de variáveis), que não estão colocadas na prova nesta ordem.
Isto faz com que a prova do Enem tenha uma característica própria que a diferencia das provas baseadas na Teoria Clássica, na qual o professor cria critérios próprios e subjetivos que definem o grau de dificuldade das questões. No Enem todas as questões são pré-testadas para que se defina de modo estatístico seu nível de complexidade.
Por isto, aquela forma tradicional de se resolver uma prova de vestibular indo da primeira até a última questão de forma linear não se aplica para as provas do Enem. Nela o aluno deve responder primeiro as questões de nível Básico, depois do Operacional e finalmente do Global. Sendo assim, o aluno deve se ater a responder mais rapidamente as questões que ele considera mais ''fáceis'', sem perder tempo com aquelas que demandariam mais análise. Ele poderá retornar a elas ao final da prova. Isto aumenta as chances de uma nota maior.
LEANDRO GAFFO é assessor educacional da diretoria executiva da Rede de Colégios do Grupo Marista em Curitiba
■ Os artigos devem conter dados do autor e ter no máximo 3.800 caracteres (55 linhas) e no mínimo 1.600 caracteres (25 linhas).
Os artigos publicados não refletem necessariamente a opinião do jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





