Pobreza insuportável e insustentável
Existe um deficit de justiça social no Brasil a ser resgatado pela sociedade. A pobreza de muitos é resultado do acúmulo indiscriminado e indevido dos que se enriqueceram explorando a classe trabalhadora ou desviando o dinheiro público. Um injusto e inexplicável sofrimento é ocasionado pela falta de melhores condições de vida e dos meios indispensáveis para a sobrevivência de grande parte da população. A sociedade sobrevive na esperança vã e mentirosa de melhores dias.
É patético ver governantes dissertando sobre teses da melhoria de condições de vida dos brasileiros, porém na prática as ações demonstram que não passam de intenções. Agora, nas diversas campanhas políticas, vamos assistir um enorme desfile de promessas inconsistentes e vazias. Temos o dever de votar e escolher quem nos represente e decida o nosso futuro e estabeleça as bases para o futuro das novas gerações.
Esse quadro social atual até parece aquele do fim da segunda guerra mundial ''quando uma minoria de superricos impôs verdadeira escravidão a uma multidão infinita de proletários'', como dizia Terésio Bosco em seu livro sobre a vida de dom Bosco. Enquanto uma parcela menor da sociedade se preocupa com os valores fundamentais da civilização, como o devido respeito ao trabalho honesto para a sobrevivência, muitos usufruem desse trabalho para granjear os frutos que a todos pertencem. O sonho acalentado por grandes homens sempre foi a igualdade de oportunidades para todos e a participação de todos na obtenção dos frutos gerados pela economia, sem as diferenças incomensuráveis que o Brasil está enfrentando.
Até quando vamos aguentar a matreirice sovina, purulenta e dolorosa dos manipuladores das consciências, dos mercadores da vontade dos inocentes e dos prestidigitadores da verdade? Esperamos a aurora que nascerá do futuro promissor, onde todos sejam tratados da mesma forma, tanto na política como na Justiça. Daí porque há necessidade imperativa da igualdade de todos perante a lei, sem discriminação, diferenças, privilégios odiosos e jogos de influência.
SERVIO BORGES DA SILVA é advogado em Londrina



O nascimento de Jesus em agosto
Importa de Jesus o seu ministério, repleto de sábios exemplos e ensinamentos, mas é oportuno mencionar a revelação da Ordem dos Melquisedeques (supremos sacerdotes de elevados planos espirituais) de que o Menino Mestre nasceu em 21 de agosto. Foi exatamente ao meio-dia, e 7 anos antes do início da denominada era cristã. Portanto, Jesus viveu cerca de 40 anos. As Escrituras nada mencionam a respeito. Foi a Igreja Romana que criou a data de 25 de dezembro, para se contrapor aos festejos que se realizavam no mesmo dia em homenagem ao deus Mitra, que muitos romanos reverenciavam e denominavam ''O Sol Invencível''.
Também é revelado que não foram três reis os que foram reverenciar o célebre nascimento, mas três sábios patriarcas das redondezas. Os reis de então habitavam lugares distantes e não poderiam ter chegado num dia. Era supostamente uma nave extraterrestre, eis que se movia, o que a lenda denominaria Estrela de Belém, e ali estaria como guardiã, e também uma legião celestial assistia ao majestoso acontecimento e acompanharia Jesus em sua missão, até seu derradeiro momento. Logo após o primeiro dia do nascimento na manjedoura, José e Maria com o recém-nascido mudaram-se para uma pousada, por graça de um rico morador do lugar.
E por que desejou a Providência que Jesus nascesse na Palestina? Porque era ali onde a humanidade da época estava mais preparada para esse evento, embora a hostilidade, depois revelada, de Herodes e dos sumo sacerdotes judeus. Também era ali, ao longo das margens do Mar Mediterrâneo (banhando as costas de Judeia, Samaria, Galileia, Fenícia, Egito, Grécia e Itália) onde se situava a civilização mais desenvolvida de então. Ou teria o próprio Jesus, antes de sua vinda, escolhido justamente o lugar que viria se revelar de hostilidade a ele? Quem quiser celebrar o aniversário do Nascimento pode fazê-lo na próxima terça-feira, sem desprezo pela data mundialmente consagrada de 25 de dezembro.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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