ESPAÇO ABERTO
Sistema e ordem
A vivência no mundo moderno exige do indivíduo uma luta constante e insana para sobreviver. Não obstante o progresso científico e tecnológico trabalha-se cada vez mais para manter o nível financeiro e a posição social. A pessoa tem que se esforçar o tempo todo. Os desafios e a concorrência são implacáveis. No labor diário é exigida, além da competência, rigorosa disciplina que acaba por desaguar em estresse descompensador do bom desempenho e conquistas anteriores. E na ansiosa correria não há tempo para admirar as rosas do caminho.
No mundo dos negócios não há perdão. Vence o mais esperto, e não raro, o menos ético. O fim de tudo é o poder, o dinheiro, e também a satisfação pela derrota do concorrente. Na política vale tudo, inclusive a traição impenitente. Sempre foi assim, desde tempos antigos, em todas as áreas da atividade humana. Já no século passado o dramaturgo alemão Bertolt Brecht escreveu no libreto da Ópera dos Três Vinténs: ''Num mundo como este, o homem para sobreviver, tem de suprimir a sua humanidade e explorar o seu semelhante''.
E tal proceder assim continua embora as advertências e ensinamentos de grandes luminares da humanidade. Jesus ensinou a perdoar; Buda ensinou a evitar desejos egoístas; Maomé mandou praticar o bem; o induísmo ordena exercer a não violência; e o atual Dalai Lama na esteira do budismo tibetano a todo momento fala em amor e compaixão.
Assim constata-se que aos seres em luta pela vida não faltam ensinamentos bons. Não há carência de amáveis e consoladoras doutrinas. Há religiões e filosofias para todos os graus de entendimento. Todavia, não se percebe progresso moral e ético. Os íntegros e decentes desanimam e são derrotados porque uma coisa é o indivíduo ter uma crença e um ideal, - e outra coisa é enfrentar o sistema e a ordem dominantes.
SANTO CREMASCO é advogado em Londrina
O que existe nos universos
Os mensageiros das elevadas esferas nos revelam que o grande conjunto cósmico é formado pelo Universo Central, a ''morada de Deus'', e que nos seus entornos situam-se sete superuniversos, cada um deles abrigando um número inimaginável de universos menores, embora tão extensos que reúnem vastíssima quantidade de planetas e outros corpos celestes. Jesus é o soberano de um desses universos regionais (e é nele que está a Terra). E ainda existem imensuráveis espaços vazios, que são campos de energia e supostamente destinados à expansão universal.
Os planetas são habitados por seres mais ou menos semelhantes a nós. Os mais evoluídos intercomunicam-se e visitam-se, por via de muitos meios. Dentre eles estão os que, ao longo dos milênios, têm visitado a Terra (ou se comunicado conosco) e o fazem até agora. Em planos mais elevados encontram-se as hierarquias celestiais, que pelo progresso espiritual ascenderam a essas dimensões. São as que administram os universos - segundo uma avançada inteligência tecnológica - e nos repassam ensinamentos e revelações.
Está escrito que nesses inumeráveis mundos habitados por humanos - alguns verdadeiras moradas paradisíacas - existem governos, assembleias e tribunais, projetistas e construtores, indústrias e serviços, cientistas, pesquisadores, astrofísicos, técnicos de diferentes categorias, aprendizes, navegadores espaciais, escolas, estagiários de outros planetas, músicos, escritores, poetas, comunicadores e tradutores de entre-mundos (pois fala-se idiomas diversos); há religiões e templos de adoração e estudiosos dos mistérios divinos.
Todos trabalham, têm sistemas, afinidades, conceitos e valores; cultivam o solo, acasalam-se e geram filhos, passam pela morte física, pelas reecarnações e transmigrações para outros mundos, tal qual acontece conosco. Eis que em tudo há uma marcha evolucionária (das divindades também), segundo um ordenado sincronismo, regido pela imutável lei da causa e consequência.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





