O trânsito que almejamos
Diariamente nos deparamos com notícias sobre as questões do trânsito. As queixas são sempre os congestionamentos nas vias públicas, principalmente de manhã, no meio do dia e ao final da tarde. Muitos contribuem para a morosidade do fluxo, levando-nos a acreditar que poucos se adaptaram a essa interação social de trânsito. Alguns justificam que o trânsito tem causado o estresse coletivo, porém se esquecem do estresse causado pelos impasses criados por eles mesmos.
Segundo dados do Detran-PR, em Londrina 44.747 motoristas foram multados só no primeiro trimestre de 2012 (média diária de 491 multas). Foram registrados 147 tipos de infrações. As principais foram por velocidade acima do permitido, avanço do sinal vermelho, o não uso de cinto de segurança, dirigir falando ao celular, estacionar em local proibido e conversão em local proibido. Algumas dessas infrações são leves e médias, as quais poderão ser convertidas em advertência por escrito e não render mais multa nem pontos no prontuário do motorista.
Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada dias atrás regulamentou o artigo 267 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que instituía a Penalidade de Advertência por Escrito, mas que não era aplicada. A resolução 404 passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2013. Ela complementa a resolução 363, de 2010, que já estabelece padrão para envio de multas e prazo para recurso. Os motoristas beneficiados são aqueles que não foram flagrados cometendo a mesma infração de trânsito nos últimos 12 meses.
Espera-se que a iniciativa de se reverter as infrações leves e médias em advertência possa, se assim o condutor desejar, ocorrer mudanças comportamentais que viabilizem maior segurança no trânsito, assim como deixar de cometer as infrações graves e gravíssimas. Basta se predisporem a compartilhar do espaço que é de todos. Os problemas do nosso trânsito só poderão ser resolvidos por uma mudança de atitudes. E essa mudança começa com a transformação interior de todos nós, trazendo uma solução coletiva.
JULIETA ARSÊNIO é psicóloga especialista em Comportamento de Trânsito em Londrina



Vaticano revendo velhas posições
O Vaticano já admite que pode haver seres iguais a nós habitando outros planetas, se tomarmos por base a declaração do diretor do Observatório Astronômico da Igreja Romana, padre José Gabriel Funes, que é também astrônomo. Essa revelação não foi contestada pela Santa Sé. ''Como existem criaturas de Deus na Terra, poderia haver seres inteligentes também em outros mundos'', ele disse, e não se referia aos anjos do Céu. ''Isso não contraria nossa fé, porque não podemos colocar limite à liberdade criadora do Pai'', afirmou.
Seu pronunciamento foi publicado no ''L'Osservatore Romano'', órgão oficial de imprensa da Igreja, e deve ter recebido o consentimento do Pontífice. Funes declara que ''o Universo é formado por 100 bilhões de galáxias e cada uma delas tem outros 100 bilhões de estrelas, e muitas delas poderiam ter planetas habitados''. Ele indaga: ''Como não acreditar que a vida tenha se desenvolvido também em outro lugar, além da Terra?''. ''Esses seres podem ser até mais inteligentes do que nós'', declarou.
Afinal, depois de dois milênios, tendo deixado seus fiéis na crença de que só havia ''Terra, Céu e Inferno'', agora a cosmovisão da Igreja se alarga. Imagina-se que seu observatório, situado em Castelgandolfo - um domínio extraterritorial do Estado do Vaticano e onde também se localiza a residência de verão dos papas - já deve ter tido avistamentos de naves alienígenas.
É de fonte vaticana a revelação, agora tornada pública, de que o papa João 23 teve uma conversa com um extraterrestre, que ele viu descer de uma nave oval, quando se encontrava nos jardins daquele local. O fato teve o testemunho de um dos mais velhos bispos, Lores Capolvilla, que estava com o papa na ocasião. Se o Vaticano agora decide não ocultar esses fatos, os católicos do mundo começarão também a rever seus conceitos. São os novos tempos chegando também à velha Igreja.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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