Arco Norte: planejando o futuro
O Projeto Arco Norte (PAN) é uma visão de futuro. Uma visão que busca integrar fatores ambientais, econômicos, sociais e mercadológicos, em um plano de desenvolvimento sustentável, que reposicione nossa região de forma a tornar-se novamente uma referência em âmbito nacional e internacional.
O PAN tem como projeto âncora, a constituição de um sítio aeroportuário, sob o conceito de ''Aeroporto Cidade'', aparelhado por modernos equipamentos e sistemas logísticos, próprios para operações de aviões de carga de grande porte. No âmbito do aeroporto cidade serão instaladas empresas de produtos e serviços de alto valor agregado.
Há 80 anos, o Norte do Paraná entrava definitivamente para o mapa mundial. Desbravadores, orientados por um ''Plano de Desenvolvimento'' liderado pela Companhia de Terras Norte do Paraná, tornaram essa região no maior campo de produção de café do mundo. O café foi chamado de ''Ouro Verde'', pois tinha a capacidade de agregar valor e ser forte gerador de riqueza.
O tempo que se seguiu ao ciclo do café foi difícil. O mundo mudou, a economia global mudou. Tecnologias, diversidade cultural, novos hábitos, novos valores, enfim, globalização. As décadas de 80 e 90 foram chamadas por alguns, como décadas perdidas.
É impressionante imaginar que o esforço em planejar a ocupação do Norte do Paraná definiu o destino dessa região por mais de meio século, trazendo-lhe riquezas e prosperidade. Ao mesmo tempo, é frustrante constatar que há mais de 30 anos, queixamo-nos da falta de rumos, da falta de vocação econômica, da ausência de um caminho de prosperidade.
O ''Arco Norte'' não é o ''Arco Morte'' como tem sido proclamado por vozes apocalípticas. Talvez, ao contrário, seja o nosso ''Arco Sorte''. Aliás, sorte é a arte de posicionar-se adequadamente para capturar oportunidades especiais e convertê-las em sucesso.
É absolutamente saudável e oportuno que todos os segmentos da sociedade manifestem sua opinião sobre o Arco Norte. Isso é democracia! São muito bem-vindas as críticas inteligentes que contribuam para o diálogo, sobretudo se estiverem enriquecidas de argumentos bem fundamentados, técnica e ideologicamente.
Intervenções ao meio ambiente são inerentes à condição humana. Não fosse assim, estaríamos todos aqui, lendo essa coluna? À sociedade estão disponíveis informações, conhecimentos, tecnologias e legislações que lhe permitem grande controle sobre a realização de projetos de desenvolvimento. Cabe-lhe fazer uso de forma democrática desses recursos e decidir sobre seu futuro.
Os defensores do Projeto Arco Norte, grupo ao qual me incluo, acreditam que é possível confrontar as objeções ao projeto, sobretudo as ambientais, às alternativas preventivas e mitigatórias, próprias a projetos de infraestrutura do perfil do PAN.
Nesse exato momento, o PAN quer transformar-se de fato em um promotor do desenvolvimento que materialize a prosperidade desejada. A constituição de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), de natureza privada e do Consórcio Intermunicipal Arco Norte, de natureza pública, são avanços significativos de nossa região em assumir o protagonismo histórico de seu desenvolvimento.
Um estudo de viabilidade econômica poderá definir o potencial e consequentemente o tamanho do empreendimento. O estudo de viabilidade apontará o perfil do aeroporto. Com base no perfil virá o escopo do projeto, ou seja, tudo o que comportará o projeto. Existindo projeto, heverá dimensionamento de possíveis impactos ambientais. Com dimensionamento de impactos a sociedade poderá julgar se o projeto é de seu interesse ou não. As audiências públicas existem para isso.
Particularmente, prefiro o planejamento a entregar o futuro ao acaso. É passada a hora de planejar o nosso futuro. Os dados estão lançados. Eu aposto no Projeto Arco Norte.

MARCELO MAFRA é empresário e consultor empresarial em Londrina

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