ESPAÇO ABERTO
Dores do brasil
O Brasil pode ser comparado a um indivíduo sofredor que por mais que se esforce nada dá certo. É um perdedor. Já na descoberta ''por acaso'' intencional foi instrumento da astúcia portuguesa da época. Depois tivemos a independência declarada por um príncipe mulherengo, ato que só beneficiou a elite agrária e palacianos ociosos. Por sua vez, a República sofreu abalos desde a proclamação devido a brigas de marechais e conflitos com o Legislativo, rebeliões e revoltas.
Os presidentes que vieram a seguir surpreenderam pela tragédia ou pela comédia. Um campineiro vaidoso foi apelidado de pavão do Catete. Era representante da oligarquia paulista que se revezaria com Minas Gerais na Presidência da República. Um gaúcho que tinha por chefe de sua guarda pessoal um analfabeto jagunço dos pampas, acabou suicidando-se em meio a enormes denúncias de corrupção. Mas houve também um sul-mato-grossense, misto de professor e advogado, o homem da vassoura, tão demagogo que durante as campanhas devorava sanduíches nos botequins. Era um tipo esquisito que renunciou sete meses depois da posse.
Em 1964 estourou o golpe militar, tão atrapalhado que por alguns dias houve três presidentes simultâneos, uma trindade fardada. Existiu um general presidente que preferia o cheiro de cavalos ao de gente. Findo o regime militar a coisa só piorou. Com a morte do presidente eleito, assumiu um maranhense que já fazia do próprio estado um feudo pessoal. Depois vieram: um político caçador de marajás, cheio de empáfia e também renunciante; um operário que nunca sabia de nada e vangloriava-se de jamais haver lido um livro sequer; e agora uma mulher que é um arremedo de estadista. O que nos aguarda o futuro? Talvez, um pregador mercenário com promessas de esconjurar o capeta e fazer do Brasil o país mais poderoso do mundo.
SANTO CREMASCO é advogado em Londrina
Fraquezas e influências maléficas
Os espíritos maus que povoam nosso mundo tridimensional conseguem exercer sobre nós forte influência, se lhes damos oportunidade. Isso ocorre nos momentos de nossas fraquezas de fé, quando os níveis de espiritualidade oscilam e quando nos entregamos ao ciúme, à ira, ao ódio, à inveja, aos ímpetos de crueldade e vingança, à maledicência, à ganância, à destemperança e ao apego doentio à materialidade. Muitos os denominam demônios, pela razão de que nos tentam para o mal, mas na verdade são coirmãos nossos em deploráveis condições, pela continuidade natural da vida de maldades que cultivavam quando habitantes carnais. Eles se comprazem em nos enredar para as situações nas que se encontram.
Então, se estivermos fragilizados e propensos, podemos enveredar para o crime, o suicídio e outros desatinos. Diz-se que eles habitam os infernos - não a imaginação de abismos de fogo, que estes não existem, e sim regiões purgatoriais, que alcançam também a crosta terrestre. Porque bem próximas de nós voejam essas almas sofridas e algumas muito perversas. Se abrimos nossos portais, por fraquejamentos como os mais atrás apontados e que são frequentes em nossas vidas, os espíritos maus entram imediatamente em ação, pois estão sempre à espreita.
O triste episódio da mulher que matou o marido, em São Paulo, e que gerou grande comoção pelas circunstâncias, são um caso típico de influência daqueles agentes do mal, que encontraram nessa desditosa jovem o campo já fértil para sua atitude, portanto, a propensão para o que praticou. Eles só podem nos influenciar quando, sem mesmo sabermos, lhes damos chance. Porque se estabelece uma identificação de sintonia entre nós e eles. Temos de ficar vigilantes aos nossos pensamentos, sentimentos, palavras e desejos mórbidos. O maior perigo, portanto, reside em nós mesmos.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





