ESPAÇO ABERTO
Cheque caução na urgência é crime
O Congresso aprovou projeto da presidente Dilma que transforma em crime qualquer exigência de cheque caução, promissória ou preenchimento de formulário antes do atendimento de uma pessoa em situação de urgência-emergência em um pronto-socorro. A pena é de pagamento multa e prisão de três meses a um ano - prazo que pode triplicar caso a omissão de atendimento leve à morte. Transformar esta prática em crime foi o primeiro passo, mas cabe a todos nós, gestores e profissionais de saúde, sociedade, Ministério Público, Judiciário e polícia, fiscalizar, denunciar e punir as irregularidades.
Com a lei, fica claro que salvar a vida de uma pessoa deve sempre vir antes do que qualquer outro interesse econômico, gerando um instrumento para a punição efetiva daqueles que não seguirem a regra. Respeitamos a participação de instituições privadas no setor, mas a vida não pode ser vista como mercadoria. Ela tem que ser defendida e protegida.
Outra ação para aperfeiçoar o atendimento na rede particular é que, desde janeiro de 2012, os planos de saúde têm de cumprir regras da Agência Nacional de Saúde (ANS) sobre prazo máximo para marcação de consultas, exames e cirurgias. Na rede pública, estamos trabalhando para aperfeiçoar a rede de atendimento às urgências. Exemplo deste compromisso é a expansão das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA 24h), que oferecem consultas e tratamentos intermediários, resolvendo até 97% dos casos que atendem.
Sabemos que novas unidades de saúde para cobrir o acesso tão desigual são fundamentais. Mas a alma de um bom serviço de saúde são seus profissionais. Projeto do Ministério da Saúde com hospitais brasileiros de excelência para capacitação e reorganização do atendimento a infarto nas urgências e emergências do SUS foi mundialmente reconhecido pela Sociedade Internacional de Cardiologia. Termos mais médicos, mais qualificados e mais perto de onde a população precisa é essencial para darmos mais um passo na proteção e defesa da vida.
ALEXANDRE PADILHA é ministro da Saúde
As luzes que vêm do Oriente
Às vezes imagino que os orientais e muitos dos seus descendentes são seres mais velhos na caminhada evolucionária, pois é do Oriente que, ao longo dos tempos, nos têm chegado vozes bafejadas por grande intensidade de luz e sabedoria. No mundo há os que produzem e aperfeiçoam bens e serviços e os que semeiam palavras de iluminação. Ambos necessários. Diz-se que notáveis mestres do passado estão reencarnados na Terra, no exercício de missões especiais em muitos campos, e que outros estão chegando, embora com nomes e fisionomias diferentes, por isso não identificados.
Porque mais um giro circunferencial do nosso sistema solar (que dura 26 mil anos) está se completando e outro idêntico se iniciando, com intensos reflexos sobre a Terra e sobre as consciências. Também eles têm responsabilidades e papéis a desempenhar nessa fase de transição e, por isso, aqui estão aportando. Eles nunca deixaram de se comunicar conosco, manifestando-se sobretudo por meio de canais humanos. Essas revelações estão contidas em publicações cada vez mais numerosas, que enchem as livrarias e as infovias como nunca antes aconteceu igual.
Dias atrás recebi a visita de pessoas que me trouxeram uma dezena de livros de Ryuho Okawa, com ensinamentos (em forma de uma mais clara linguagem) de Shidarta Gautama, o iluminado avatar da Índia também conhecido como Shakyamuni, o Buda. Ryuho é um mestre japonês de 56 anos que já escreveu mais de setecentos livros, um extraordinário recorde pela sua idade. Ele já é bem conhecido como escritor e mensageiro espiritual e se declara a reencarnação de Buda. Ao menos seus ensinamentos - incluindo a relembrança do que nos foi legado por outros sábios de outrora - são similares aos daquele que viveu na Terra seiscentos anos antes de Jesus e nos deixou, entre tantas palavras de sabedoria e iluminação, o indicativo de um caminho de despertar espiritual e de libertação.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





