Sercomtel merece mais respeito
A Sercomtel é uma empresa que tem uma história singular de lutas de conquistas e sobrevivência, que orgulha a todos os londrinenses. Desde sua criação pelo saudoso prefeito José Hosken de Novaes em 1964, inicialmente como Departamento de Serviços Telefônicos da Prefeitura de Londrina. Em 1965 passou a ser uma autarquia, e se denominar Serviço de Comunicações Telefônicas de Londrina - Sercomtel. Foi transformado em sociedade de economia mista, a partir de 1996, mantendo, contudo a marca Sercomtel - um nome que merece ser respeitado por todos.
Das concessionárias de telefonia fixa é a menor do País, mas nem por isso a menos importante. Por tudo que já realizou e vem realizando, seus feitos pioneiros e qualidade de seus serviços, é conhecida e reconhecida não só pelos londrinenses, como nacionalmente pela Anatel e no meio das telecomunicações. Assim, quando a imagem e reputação dessa empresa, construída a duras penas, por uma equipe laboriosa e competente, é atingida de alguma forma, com manchetes dos últimos acontecimentos por questões políticas e outros interesses (sem entrar em juízo de valores), que não envolvem funcionários de carreira nem a visão e missão da Sercomtel, tais fatos entristecem não só o moral dos profissionais da ativa (que não têm se manifestado por motivos compreensíveis), bem como os aposentados (no que com muito orgulho me incluo, após 35 anos de dedicado trabalho) e por certo seus fiéis clientes, pois resultam em prejuízos de toda ordem.
Que a verdade sempre prevaleça e que a justiça seja feita, é o que todos almejamos, pois aquele que ama cuida e quem anda na justiça do Senhor, nada deve temer.
MÁRIO JORGE DE O. TAVARES é ex-funcionário da Sercomtel e autor do livro ''Sercomtel - marca de pioneirismo''



Enigma não plenamente decifrado
Respondendo a uma leitora que indaga acerca de afirmação que fiz sobre a possibilidade de o espírito regredir, devo admitir que essa é uma questão intrigante e não plenamente explicada. A doutrina espírita afirma que não há involução em nossa caminhada, porque somos seres predestinados a evoluir, mas há aí um enigma, que é a aventada segunda morte. Não a que se inclui no ciclo das vindas e idas do processo reencarnatório, mas a morte da alma. Jesus já fez menção a ela, o mesmo que fizeram os melquisedeques no Livro de Urântia, assim como também consta no Apocalipse.
Está escrito que essa morte espiritual pode ocorrer por decisão do próprio mortal que, depois dos desenlaces físicos na Terra, não queira prosseguir a marcha evolucionária; ou por ele haver caído num estado espiritualmente insolvente, por decorrência da descrença continuada em sua filiação ao Pai Criador, portanto, a negação de Deus; por rebelião sistemática e uma total inexistência de fé, até o ponto de sua chama vital extinguir-se. Seria o rompimento do vínculo da alma com a Divindade. Uma queda do espírito, um estancamento, podendo-se entender como um regredir. Também aí estaria prevalecente o livre-arbítrio.
Isso faz sentido face ao nosso anseio de salvação, que significa alcançar a imortalidade, de que nos falam as vozes celestiais. Certamente Deus não força ninguém à submissão de trilhar pelo longo caminho da ascensão, que é desconhecido e exigente de provações, ao menos enquanto nas dimensões de baixa densidade, como a do nosso planeta e a das mansões purgatoriais inferiores. Considerando-se a lei de que nada se perde, conjetura-se que a energia dessas almas extintas seja recolhida, mas não se imagina para qual finalidade. Um dentre os insondáveis mistérios de Deus.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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