A sociedade cresce e se organiza
A aplicação da Lei da Ficha Limpa - agora garantida pelo Supremo Tribunal Federal - vai livrar a população, já nas eleições deste ano, dos conhecidos corruptos e malfeitores que ao longo dos anos têm escandalizado a sociedade mas, graças a inúmeros artifícios e aos bons advogados que podem contratar, escapavam ou retardavam a punição. Agora eles ficarão fora das eleições por muito tempo pois, se condenados, ainda terão de cumprir quarentena de oito anos depois de finda a pena. É, praticamente, a garantia de que não voltarão mais, pois ao final desse intervalo de inatividade grande parte do eleitorado terá se renovado e os próprios errantes terão idades incompatíveis ou até morrido. É a vitória do povo que, mesmo vitorioso, tem de continuar vigilante para que não surjam novas brechas e os maus políticos ainda possam sobreviver nas eleições de 2014, quando escolheremos presidente, governadores, senadores e deputados.
Aplicada aos políticos, a Ficha Limpa tem de, obrigatoriamente, estender-se ao seio dos governos. Não teria o mínimo cabimento que o indivíduo impedido de candidatar-se por falta de lisura pudesse ser nomeado para cargos na administração pública. E, se isso vier a acontecer, compete às forças da sociedade - imprensa livre, entidades, sindicatos, partidos políticos, etc. - denunciar o malfeito ao Ministério Público para que este tome providências.
Ainda com base no princípio da Ficha Limpa, nos diferentes institutos de administração pública e até mesmo sob a invocação do Código Penal, os governantes de todo os níveis - presidente, governadores e prefeitos - têm o dever de apurar rigorosamente todas as denúncias sobre atos de improbidade cometidos por seus subordinados, sejam eles auxiliares de livre nomeação ou servidores de carreira. Todos têm o dever de probidade e retidão e, em não o cumprindo ou no menor sinal de dúvida, os implicados precisam, ser afastados imediatamente em nome da moralidade.
É a oportunidade de resgatar a credibilidade que a classe política perdeu.
DIRCEU CARDOSO GONÇALVES é dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo



Sorrisos atraem sorrisos
  Se olhamos para os nossos semelhantes com olhar amoroso seremos retribuídos com a mesma vibração por parte deles. As coisas iguais se identificam e se atraem, e é certo que se não gostamos de nós mesmos, criamos uma corrente vibratória nociva ao nosso redor, e assim afetamos os circunstantes, fazendo que também eles nos olhem com sentimento idêntico. Se distribuímos sorrisos colhemos sorrisos; saudações são correspondidas com saudações; boas palavras e docilidades encontram similares. Mesmo o mais tosco dos indivíduos se curvará, em dado momento, diante de alguém que o trate bem. Significa que ele tem dentro de si um código de sensibilidade, bastando que algo o toque nesse ponto.
  O amor de que tanto se fala não é um sentimento de paixão por alguém nem obsessão possessiva e sim enxergar os outros como iguais. Se nos ligamos nessa genuína modalidade de amor, todas as diferenças desaparecem. Fixe-se em alguém aleatoriamente e imagine que aquele é você. Transplante-se para dentro dele e veja-se ali, sinta-se ele, e então o compreenderá. Se olhamos com desdém para alguém ou com ar de julgamento, devemos saber que alguém pode estar fazendo o mesmo com relação a nós.
  Quando se diz que Deus é amor, deve-se entender que é mais que um sentimento, mas amálgama, coesão, Ele irmanado conosco. O amor é uma cadeia que nos mantém unificados com todos os seres e todas as coisas e muito especialmente com nossa filiação ao Pai Universal. Se amo, atraio amor; se odeio, semeio vibrações odiosas; se sou benevolente, crio ao redor um campo de força de benevolência.
  O que é uma prece senão uma emanação mental carregada de poder? Se acreditamos no efeito de uma prece, temos de acreditar na força dos nossos pensamentos também em outras circunstâncias. Uma maldição proferida é uma prece em sentido inverso e pode causar grande dano à vítima-alvo. Pensamentos e sentimentos falam alto e são mais poderosos do que supomos.
WALMOR MACARINI
é jornalista em Londrina

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