Paralelo: droga x corrupto








Está difícil saber qual situação é mais prejudicial para um povo: o poder das drogas ou uma droga de poder. A ''droga'' está nos atingindo direta ou indiretamente. Os jovens entram nessa onda para mostrar que são machos, livres e independentes e podem experimentar qualquer tipo de droga, e saírem ilesos quando quiserem, o que não é verdade. Pessoas de qualquer classe social, cor, ou raça, consomem bebida alcoólica e não se torna alcoólatra; outros fumam um baseado uma vez ou outra, e não se tornam dependentes. Normalmente, são pessoas que não tem pré-disposição para a droga. Nem por isso vamos ficar experimentando tudo só para saber de somos ou não pré-dispostos. A dependência não poupa ninguém: ricos, pobres, preto ou branco, político ou gente de bem.

A droga de poder, infelizmente é aquele ao qual está a nossa sociedade submetida, mas somente a classe trabalhadora, ou seja, a ''dependência'' não atinge a todos. Precisamos acompanhar nossos filhos, diariamente, no seu rendimento escolar, com quem andam, etc. Temos também que vigiar nossos representantes nos legislativos, executivos e, infelizmente, até no Judiciário. Se para nossos filhos temos que saber não na hora certa; também saber dizer não para os corruptos, na hora de escolher nossos representantes políticos.

Se maconha é o ponto de partida para drogas mais fortes, o vereador também é o ponto de partida para outros postos de maior expressão. Portanto, devemos cortar o mal pela raiz! Se você fuma, bebe exageradamente, raramente poderá exigir retidão de seus dependentes. Se você é advogado, juiz, vereador, deputado, ministro corrupto, seu filho ou filha o seguirá; já que, normalmente, os pais são os espelhos para seus filhos! Entretanto, se você só deu bons exemplos, mesmo assim seu filho se tornou dependente químico, não se sinta culpado, nem se envergonhe, ainda há sempre uma luz no fundo do túnel. O mesmo não acontece com o ''corrupto''. Uma vez corrupto, se torna uma maldição e deixa rastro até ''pós mortem''!

WILSON OLIVEIRA TRINDADE é bacharel em Direito em Londrina







Emergir do abismo da ignorância








Quando se diz que a Providência Divina ajuda aqueles que merecem, isto quer dizer que, se buscamos, somos merecedores da coisa buscada, pelo mérito de a havermos buscado. Se ficamos inertes, nada nos chega, e isto significa não haver merecido. Assim como a água da fonte, que não vem a nós se não a buscar-mos; mas, se vamos até ela, fizemos por merecê-la. Mesmo Jesus teve de buscar o que desejava aprender, não obstante sua vasta sabedoria e conhecimento, que lhes eram inerentes. Porque ao nascer nesta densidade tridimensional ele ficou aprisionado às limitações do corpo físico. Isto fazia parte de sua outorga.

Quando uma dúvida nos acossa temos de garimpar as respostas nas fontes, e estas se manifestam pela palavra dos que sabem, pela escrita e pela intuição. Einstein, conforme seus relatos, pensava 99 vezes acerca de uma coisa indecifrada, e se nada obtinha jogava as indagações no ar e as respostas lhe chegavam. Místico que era, ele revelava-se um buscador incessante, desejando desvendar os mistérios do universo. Muitos negam o que não sabem, mas negar é fazer uma afirmação, por isso quem nega precisa ter domínio da coisa negada.

Há o que busca saber sua própria origem e porque chegou ao estágio em que se encontra nesta dimensão planetária, e assim têm mais facilidade de vislumbrar o que o aguarda nos amanhãs. Mas se o homem não conhecer primeiro a si mesmo será difícil compreender a razão da vida e a natureza de Deus. Devemos buscar, mas não ficar dependentes a ponto de esperar que os outros guiem nossos passos em questões que podemos decidir sozinhos.

Buscar é desenvolver-se, porque a supremacia está no desenvolvimento. Buscar é também pensar, porque a corrente mental é energia. Os pensamentos, sentimentos e desejos são vibrações mentais carregadas de poder. Foi o pensador indiano Deepak Chopra quem recomendou voar para a busca do conhecimento ou permanecer no abismo da ilusão e da ignorância.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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