ESPAÇO ABERTO
Igreja não precisa de autoritarismo
Em toda a história da caminhada de Jesus Cristo nada se encontra sobre outro poder revelado por Ele se não o do amor. Em suas ações durante sua vida e mesmo após ressuscitado, sempre deixou claro e fortemente através de gestos (partir o pão), palavras, o maior significado de sua passagem entre nós, o amor. Já na história da Igreja, século após século, o homem tem demonstrado pela sua fraqueza e falta de perseverança nas promessas que Jesus Cristo nos deixou, a maldade, a intolerância e o interesse de poucos em atitudes reprováveis diante das aplicações das Sagradas Escrituras. São homens e é próprio deles cometerem atrocidades e se esconder atrás de justificativas infundadas e de interesses somente a quem tem o poder de decisão.
É incompreensível que, após tantos séculos de barbaridades pela concentração de poder, ainda haja instituições que persistem nesse tipo de autoridade, sem alguém que possa questionar decisões e frear os devaneios que acontecem nas mãos de despreparados. Também que não haja um interventor que coloque a decisão em mesa de conversação, apenas uma decisão incontestável diante dos olhos da igreja.
Façamos uma breve reflexão de todos os sofrimentos causados por um poder central, do medo causado aos discordantes pelo fato de não haver poder que possa, de uma maneira apaziguadora, questionar o autoritarismo. O poder que a Igreja unicamente tem de exercer sobre a terra é o amor, sempre incondicional, e mais fiel amor. Para exercitá-lo é necessário que também façamos o uso da compreensão, do perdão, da misericórdia, tudo ligado às Sagradas Escrituras e colocado em prática por Jesus. Ele esteve entre nós para ensinar-nos a usar desse poder, pois tínhamos o conhecimento e não sabíamos colocá-lo em prática.
O autoritarismo é o poder que a Igreja Católica não precisa, mas e se precisar ser questionado? Quem fará tal questionamento? A Igreja é o povo de Deus e o povo pode até ter voz, que dizem ser de Deus, mas o autoritarismo é surdo e assim não adianta o clamor do povo.
ANTONIO DONIZETE DA SILVA GODOY é farmacêutico em Santo Antônio da Platina
Compartilhar conhecimentos
Se sabemos fazer bem uma coisa, devemos ensiná-la àqueles que estejam dispostos a aprender. Porque vamos envelhecendo e daqui a pouco pode ser tarde, eis que a memória nos trai. Tudo o que sabemos, nós também aprendemos de outros, e se algo já era inerente ao nosso dom, alguém o despertou em nós. Então, o que recebemos, devemos retribuir.
Se sou um educador ou um instrutor de qualquer ofício, é lícito que eu cobre pelos ensinamentos que dou se esta é minha fonte de subsistência. Mas se alguém não tem condição de pagar e está ávido de aprender, devo ensiná-lo de graça. Não fazendo isso posso estar obstruindo a vocação de um futuro gênio em determinada função, destes que resultam em benfeitores da humanidade.
Se sou fabricante de um produto e conheço dele um segredo de grande validade, tenho que repassá-lo aos outros. Não posso desejar o exclusivismo e nem praticar a perversidade da concorrência predadora. Se compartilho o que tenho de melhor, também ganho em dobro (e não apenas por isso), porque é assim que funciona a lei da atração. E, infelizmente, isso também vale em sentido contrário, ou seja, o mal atraindo o mal. Porque as coisas semelhantes se atraem.
Não devemos ocultar nossas descobertas produtivas e nem acumular conhecimentos sem passá-los adiante. Mesmo uma simples palavra pode alterar muitas coisas, então melhor que essas palavras sejam edificantes. Podemos semear boas ideias, e todos as possuímos. Não importa onde elas caiam, mas é certo que muitas cairão em mentes férteis - algumas já prontas para absorvê-las, mesmo sem disso saberem - e germinarão.
Mas que tudo isso seja sem imposição, sem fanatismo, sem a arrogância de superioridade, e com os ouvidos e mentes atentos para também aprender, porque sempre há alguém que sabe melhor de certas coisas do que nós. E, aproveitando o ensejo do fim de um ano e início de outro, devemos fazer o propósito de afastar os medos e os egos inferiores, relembrando que cada um de nós pode contribuir para fazer melhor esta morada planetária e que, por enquanto, é o nosso lar.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





