Brasil: país emergente
O Brasil era chamado de país do futuro que nunca chegava, porém de grande potencial em todos os setores do provável desenvolvimento e da ascensão como grande nação. Éramos tratados como gente de segunda categoria. Nosso país era apenas um lugar de diversão para muitos e de exploração das riquezas para outros. Como disse Gilberto Freyre: ''Tudo era aqui desequilíbrio. Grandes excessos e grandes deficiências, as da nova Terra''.
Ainda acontecem as enchentes mortíferas, as calamidades e grandes erros na gestão do dinheiro público. Entretanto, quando o mundo inteiro, principalmente os países desenvolvidos e ditos ricos, se preocupa com a crise financeira ou econômica somos a sexta economia mundial. É evidente que existem enormes problemas sociais, culturais, principalmente nas áreas de saúde pública, segurança e educação, porém vivemos um grande momento, consagrado pelos benefícios ao povo brasileiro. Muitos empregos são forjados, a indústria se mantém e o agronegócio prospera, mesmo com as dificuldades relativas aos impostos e a precária infraestrutura do país. Dessa forma, acabaram de reconhecer que o Brasil já não é mais uma nação emergente, é sim um país que já emergiu.
Muitas cidades se transformaram em grandes metrópoles, traduzindo o esforço e a dedicação das populações desejosas de participar, ainda mais, do desenvolvimento e das conquistas de toda a sociedade. Nos tornamos uma nação economicamente forte, porém que precisa acertar a sua própria posição interna, pois o nosso problema não é mais internacional é nacional. É preciso melhorar o sistema de saúde e aprimorar a educação. O setor de segurança pública vem demonstrando um esforço no sentido de arrumar a casa. Entretanto, é preciso incentivar, cobrar maior empenho de alguns setores, principalmente dos políticos, levando em conta que esses representantes devem ter um maior cuidado com os bens e com o dinheiro público.
SERVIO BORGES DA SILVA é advogado em Londrina



Um presente para o Menino Jesus
Esta antevéspera de Natal é um tempo mais propício para a reflexão e a reconexão com a chama do amor universal. Vamos então renascer para um tempo novo e abraçar o maior número possível de pessoas, com sentimento fraternal e não mera formalidade, lembrando que a festa natalina rememora o nascimento de Jesus e nada tem a ver com a figura de Papai Noel, que foi tirando a beleza característica do Natal.
A propósito, como ninguém fez isso antes (a não ser quando das tradições do passado), sugiro que Londrina seja a primeira cidade a reverenciar apenas o Menino Jesus, sem Noel. Agora que o prefeito anunciou gastar um bom dinheiro para enfeitar a cidade neste período, bom seria se fossem eliminadas as imagens de Papai Noel, de trenós, renas e pinheirinhos nevados, porque esta é uma tradição europeia e relacionada com sua realidade ambiental nesta época do ano, e nada tem a ver com a região da Judeia onde nasceu o Menino. Em lugar disto, colocar presépios, muitas luzes e tudo o que lembre aquela noite mágica de Belém. Quem sabe Londrina comemore um Natal genuinamente cristão e dê um exemplo.
Nada contra o velho Noel, mas não devemos permitir que o mercantilismo nos subjugue e que o balanço do Natal seja medido por estatísticas de vendas no comércio. Devíamos, sim, medir o resultado da festa natalina por quantos abraços temos dado neste período, por quantos pedidos de desculpa e perdão, por quantos sorrisos e palavras confortadoras a quem delas tenha precisado.
Podemos presentear, nos reunir nas ceias de Natal, mesmo que tantos não possam tê-las; podemos rir, cantar e curtir com doce lembrança as saudades, mas também com o olhar voltado para o alto e em prece de devoção e agradecimento por todas as dádivas da vida, que são tantas apesar das tribulações. Neste Natal vamos atenuar o ímpeto do nosso ego inferior, porque ele robustece as nossas imperfeições; abrir os portais do coração e ampliar o horizonte de nossa visão, para dessa forma vislumbrarmos mais nitidamente as graças de Deus e as virtudes humanas. Assim damos um presente ao Menino Jesus.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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