O Zerinho e a cidade
Novamente prejudicam algo que já funciona sob o pretexto da melhoria no sistema viário do trânsito em Londrina, descaracterizando e reduzindo espaços públicos já consolidados para o lazer da população - caso do simpático Zerinho. No seu atual espaço pretende-se reabrir uma via de tráfego de veículos que dará a continuidade à Rua Piauí por mais uma quadra. Os espaços públicos de lazer, principalmente na região central, já são reduzidos e querem reduzi-los ainda mais. Qualquer cidade que se preza faz questão de preservar e revitalizar seus parques e áreas verdes, mas aqui é diferente! Não é possível que o Zerinho, já tão pequeno como já diz o nome, tenha que ceder suas partes para implementar um pequeno e insignificante trecho da malha viária.
Em Londrina, a impressão que se tem é que surgem as mais inusitadas ideias nas cabeças de seus dirigentes e simplesmente por acharem ''interessantes'', segundo as suas óticas difusas ou simplesmente para chamar a atenção, muitas vezes são executadas em prol da falsa impressão do ''pelo menos fazem alguma coisa''. Se o trânsito é problema, por que não resolver isso de forma integrada e planejada? Uma intervenção pontual como a do Zerinho, talvez resolva o incômodo de alguns cidadãos que moram ao seu redor, entretanto, os problemas do trânsito são muito maiores que o acréscimo de 120 metros de rua numa malha viária de milhares de quilômetros.
O prejuízo aos frequentadores do Zerinho será gigantesco em relação a uma pseudobenfeitoria ao sistema viário. Do jeito que a cidade se encontra, seria mais racional e honesto trabalhar na manutenção dos milhares de quilômetros da malha viária urbana e rural, como por exemplo: sincronização dos semáforos nas principais vias; execução de recapes asfálticos em muitos trechos esburacados ou remendados; melhoria das sinalizações em vários locais perigosos. O Centro da cidade deve cada vez mais ser aliviado do intenso fluxo de veículos, e por outro lado, os espaços públicos de convivência e lazer, além de preservados e cuidados, devem ser ampliados.
AIRTON NOZAWA é engenheiro civil em Londrina



Um tempo novo despontando
A Bíblia não disse tudo. Nem o Corão, nem os Vedas, nem toda a literatura religiosa do hinduísmo e nem os livros esotéricos. Porque, desde as primeiras revelações até os dias presentes, a humanidade não esteve capacitada para entender além do que lhe foi dito e ensinado. Jesus mesmo disse a seu tempo: ''Não entendereis ainda''. Ele falava por parábolas ao povo e aos próprios discípulos, com exceção de Maria Madalena, porque esta sabia. Jesus dizia para ela coisas não reveladas aos apóstolos (o que os enciumava), porque eles não eram suficientemente evoluídos para compreender. Mas Madalena tinha o ''nous'', que era sua refinada essência intuitiva.
Ainda hoje, apenas um porcentual mínimo de pessoas alcança os ensinamentos de todas as escrituras mencionadas. Porque ainda obscurecidas pela submissão aos fundamentos das religiões e atreladas a sistemas doutrinários que não lhes permite incursionar por outros estudos e para a busca. No passado falava-se ciências ocultas, e isto era interpretado como algo ligado a estranhas magias, mas hoje se diz esoterismo, cuja tradução é o estudo dos conhecimentos pouco revelados e que só alguns sábios e filósofos do passado repassavam aos seus discípulos.
As religiões têm sido necessárias, para manter no homem a crença num poder superior, ou ele teria sucumbido pela desesperança e até pela loucura. Algumas delas (todas com forte poder de convencimento e dominação) libertam os fiéis e os conduzem para caminhos de claridade; outras os escravizam; algumas abrem portais de luz; outras bloqueiam seus seguidores e os mantêm no obscurantismo; umas criam pontes para o avanço moral e espiritual e outras erguem muralhas.
Mas agora chegou o tempo de grandes mudanças. Nesta entrada na Era de Aquário (um regular rodízio cíclico do mecanismo das constelações) está havendo uma expansão das consciências em bolsões da humanidade cada vez mais crescentes, e então começam a surgir revelações novas e o reavivamento de outras mais antigas, e assim o mundo vai despertando para uma mais avançada dimensão consciencial.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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