ESPAÇO ABERTO
Polícia, política, corrupção e esportes
Os ministérios do governo Dilma Rousseff estão sendo alvo de muitas denúncias de corrupção. Foi no Transporte, no Turismo, na Agricultura e agora no Esporte, isso sem computar as denúncias contra o ex-ministro da Casa Civil Antonio Pallocci. As denúncias vão se avolumando. A corrupção está por todo lado. Seria inacreditável se não estivéssemos acostumados a constatar fatos dessa natureza desde há muito tempo, lá quando Fernando Collor sofreu o processo de impeachment.
Os escândalos se repetem a todo instante. A corrupção não sai da moda. Corrupção combina jogo. Poder combina com rasteira. Denúncias, hoje, infelizmente, combinam com ''esportes''. Política combina com engano. A polícia, por sua vez, tem perdido força repressiva, porque o aparato legislativo tem servido de logística para os criminosos engravatados ''não violentos'' (como se tirar dinheiro da educação, saúde, segurança, não fosse tão hediondo como as demais práticas criminais) e para os violentos.
Tem que pôr algemas, camburão e ser colocado na prisão. Não há motivos para o medo. A democracia está na ordem e no progresso. Democracia é não existir impunidade para bandido, corrupto, ladrão de dinheiro público e idealizadores de conchavos milionários, acertos financeiros onde o cidadão é quem perde; onde o transporte público fica caótico; os hospitais ficam abarrotados de pacientes à espera de atendimento, entre tantas outras derrotas que nos são impostas.
O Brasil é um país que tem recursos. A Fifa vai lucrar com a Copa de 2014, cerca de R$ 4 bilhões. Teremos que mudar as leis para os dias de futebol, que proíbem o consumo de bebidas alcoólicas no interior dos estádios, durante jogos, tudo para beneficiar uma cerveja que patrocina grandes eventos esportivos. Seria bom, não fosse a bebida alcoólica uma das principais causas de acidentes automobilísticos com vítimas fatais em nossas cidades, todos mostrados na televisão e que ocupam muito do orçamento em gastos com saúde pública, inclusive com a mensagem ''beba com moderação''.
As contradições do Brasil não devem nos assustar. Acostumamo-nos. Toda eleição o brasileiro elege aqueles que vão ser acusados de corrupção ressalvadas as exceções que, ainda bem, são muitas no universo dos Estados da Federação, mas que ficam emperrados na inércia dos acordos, interesses partidários e eleitorais, na falta de coragem e de traquejo para articular as mudanças necessárias no sistema político e tributário, por exemplo. Acomodam-se nas desculpas da burocracia do sistema, das comissões disso ou daquilo. As desculpas são tantas que as exceções misturam-se à maioria, de forma que são pouquíssimos aqueles que sobram ao final.
Foi instalada uma comissão para reformar o Código Penal. Uma missão muito difícil dessa comissão, pois como conseguirá açambarcar, num Código Penal, todas as modalidades de crimes praticados nos corredores palacianos contra a nação (muitos exemplos já mostrados pela televisão e transcritos nos jornais de circulação nacional). Que a comissão tenha luz para incriminar e punir. Tenha inspiração e coragem para agir com austeridade e em nome das famílias brasileiras de bem. A punição tem que ser rigorosa. A menoridade tem cair para 16 anos. As penas mínimas devem ser elevadas e o regime deve ser fechado. Fechado.
Tomara, entretanto, que nenhum outro ministério seja assolado com denúncias de corrupção. Tomara que os estádios da Copa fiquem prontos e as pessoas das cidades e da zona rural fiquem com os lucros. Tomara. Deus pode e irá olhar pela nação Brasil!
MARCOS ANTONIO TORDORO é comandante da 1 Companhia de Polícia Militar de Rolândia





