ESPAÇO ABERTO
O Bosque pede socorro!
O Bosque, um de nossos cartões portais situado ao lado da Catedral em uma área nobre de Londrina, esteve intacto por 78 anos. Sua mata resistiu à urbanização do entorno e hoje sofre agressão ambiental com a retirada desnecessária de árvores jovens. Agora o resto do Bosque precisa de nossa ajuda para ser preservado. Nos últimos tempos muitas árvores têm sido retiradas de nossa cidade sem nenhuma necessidade. E isso não é um motivo de preocupação somente para ambientalistas. Sabemos que a natureza precisa ser preservada não só pela sua beleza e inerente direito de sobreviver, mas também porque as árvores prestam um grande serviço propiciando um ar mais puro, um clima mais ameno e o sombreamento que buscamos em dias de calor.
Londrina até poucos dias podia se orgulhar de possuir uma única área de preservação ambiental no Centro. Mesmo sendo uma área pequena fazia toda a diferença para nós e para os animais que tinham o Bosque como sua casa. Porém, essa área está sendo devastada por falta de sensibilidade e planejamento.
Não podemos mais nos calar diante de atitudes como essas e fazer vistas grossas vendo o nosso patrimônio histórico sendo mutilado, vendo as pequenas vegetações rasteiras que seriam parte do futuro daquela mata sendo arrancadas de forma bruta e desnecessária. As folhas e galhos mortos no chão que também foram retirados do Bosque servem de adubo para as plantas após a sua decomposição.
Convido os londrinenses a ficarem mais atentos com as ações que estão acontecendo em nossa cidade, com o nosso patrimônio histórico e cultural e, principalmente, com o nosso meio ambiente em que só vemos o corte de árvores e infelizmente nenhum movimento para plantá-las.
NAIR TARTARI é empresária em Londrina
O que somos é escolha nossa
Entre as pessoas que exercem atividade religiosa, ou de cura, ou mesmo de ensino, existem as que, por essa condição, se proclamam designadas por Deus para tais funções, como se fossem ungidas por um privilégio, mas todas as demais profissões são tão relevantes quanto aquelas. Isto chama para a humildade e a responsabilidade.
Não é por ordem divina que executamos determinadas tarefas e sim uma predeterminação nossa, segundo as inclinações ou a continuidade de propósitos e experiências que viemos acumulando desde existências anteriores, ou missões não acabadas. Os males e as virtudes que cultivamos ao longo de nossas muitas vivências carnais, nós os trazemos na bagagem a cada retorno à vida terrena (e os levamos na volta), até que tudo que nos diz respeito se cumpra. Mozart compunha e tocava aos seis anos de idade, porque já viera músico, só faltando fazer que sua essência repassasse essa condição à mente e à prática, e isto ele obteria pelos estudos, só que muito mais facilmente, pela natural vantagem. Isto explica por que cada qual tem surpreendente talento para determinadas tarefas.
Mesmo Jesus estudou terapêutica e religiões comparadas (no Egito, na Pérsia, na Índia, dos 13 aos 30 anos), pelo impulso do ministério que viria a exercer nos lugares por onde andou e mais intensamente nos seus últimos três anos, na Palestina. Também ele teve de avivar no corpo físico o que sua essência já conhecia. Porque a memória da anterioridade fica bastante velada quando ingressamos nesta densidade tridimensional, mas sem prejuízo do essencial, que espontaneamente atrai para a missão. Tudo tem uma origem e uma vontade pessoal precedentes, porque não somos de agora. Verdade que podemos nos desviar do caminho que previamente traçamos antes de aqui aportar, por isso a misericórdia divina nos concede a oportunidade dos retornos a esta paragem terrena, para corrigirmos erros e retomar propósitos. Deus nos deu o principal, que foi o dom da vida e o seu alento, a dádiva do livre-arbítrio (que é também uma responsabilidade) e o discernimento para decidirmos entre o bem e o mal.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





