Eleição para diretores de escolas públicas
Estamos em ano de eleição para escolha de diretores e diretores auxiliares da Rede Estadual de Educação Básica do Paraná. Neste momento é muito importante, enquanto cidadãos, refletirmos sobre a importância deste processo político. A ênfase para a prática de uma gestão escolar democrática surgiu através de fortes mudanças que a sociedade tem sofrido nos últimos anos, como a globalização, os grandes avanços tecnológicos, a rapidez e a demanda de informação gerada, refletindo no interior das escolas.
No processo histórico das mudanças sociais mais amplas, constatamos que, desde a década de 80, temos avançado na defesa da gestão democrática da escola, sendo decisivo o movimento docente ao reivindicar a escolha dos gestores das escolas públicas através do voto, ou seja, pais, alunos, professores e funcionários poderem escolher o seu gestor por votação secreta.
Quando nos propomos a refletir sobre a concepção de gestão escolar e democrática que temos nas escolas e a que realmente queremos, percebemos a necessidade de fortalecimento das estratégias de trabalho fundamentadas em uma metodologia que visa o envolvimento de todos.
Desta forma, compreendemos que o papel da gestão escolar está vinculado à questão da democracia e, neste processo, os órgãos colegiados têm sido imprescindíveis na construção de práticas que levam a uma cultura democrática na escola. Destacamos a atuação da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), do Conselho Escolar, do Grêmio Estudantil, da participação dos pais, professores, funcionários e alunos na tomada de decisões e escolha de seus gestores (diretores) visando a melhoria de sua escola, no que tange à administração da mesma.
É preciso entender que a escolha deste gestor legitima a gestão democrática na escola, significando uma ação coletiva, ou seja, que não depende unicamente de um profissional, mas de todos os envolvidos. A participação neste processo é fundamental para que a escola cumpra com as suas finalidades sociais.
KELI CRISTINA DA SILVA FERREIRA é pedagoga em Londrina



Fumar é livre, mas há a sanção
  Mesmo em ambiente fechado, onde é proibido fumar, posso infringir a norma e fumar. Eu posso roubar, mas se o faço pago o preço. Os códigos não proibem que eu cometa um assassinato, mas diz que há a punição para o delito. O homem tem a liberdade de fazer o que deseja. Fumar inclusive. A fiscalização não pode vigiar homem a homem, então eu posso acender um cigarro onde quiser. É proibido, mas não há poder que me impeça de fazê-lo. Em contrapartida, a sociedade prejudicada tem a força legal e moral da sanção.
  Então, primeiro é proibir para depois aplicar a lei. Caso da decisão da Câmara de Londrina de aprovar projeto que estende a proibição de fumar em praças, áreas livres e fumódromos. Probição não é cerceamento de liberdade. Parece contraditório mas não é. Eis que tenho a liberdade da infração.
  A autoria da proposição é do vereador e médico Márcio Almeida e do presidente da Casa, pastor evangélico e capelão Gerson Araújo, e precisa ser sancionada pelo Executivo. Cito o médico porque o vício do tabaco é uma questão de saúde pública. Sim, pública, porque os não fumantes também sofrem. E cito a religião porque Araújo lida com doentes e ora pela saúde deles, no Hospital Evangélico, e porque um preceito divino é que nosso corpo é uma sacrário e temos de preservá-lo.
  Que venha a lei, e que seja aplicada. Quem quiser fumar que fume, mesmo nos lugares proibidos, porque cometer delitos é um ato de liberdade, incluindo tantos outros mais graves, mas existem as penalidades. É das penalidades que os códigos tratam. Que se imponha a proibição também nos lugares agora previstos. De forma nenhuma há privação da liberdade, porque quem quiser pode sacar o pito e espargir fumaça venenosa, até diante do legislador, se o desejar. Mas deve saber que a lei tem a licença de punir.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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