Precisamos ser mais patriotas
Evanil Antonio Guarido


Ontem, dia tão simbólico, se falou mais no Brasil do 11 de setembro de 2001 do que sobre nossa Independência. O 7 de Setembro é só mais um dos muitos feriados que vicejam em nosso calendário laborativo. Proponho que sejamos mais patriotas e que reflitamos sobre o que queremos para esta tão surrupiada nação. Que tal começarmos com coisas simples como não votar mais em políticos corruptos, que fazem mais mal ao Brasil do que Bin Laden fez aos Estados Unidos? Bin Laden, um fanático, derrubou duas torres, milhares morreram e, apesar de ser algo pontual, e, como deveria ter sido, foi uma comoção mundial. Aqui, graças à corrupção desenfreada perpetuada por brasileiros, deixamos de construir milhares de escolas condenando ao analfabetismo milhões de brasileirinhos. Deixamos de construir centenas de hospitais e, com isso, condenamos à morte milhares de compatriotas e, apesar de não ser pontual, não há uma comoção nacional.
Sim, somos tão culpados, quanto àqueles que nos roubam, pois somos omissos, fingimos que não é conosco, votamos neles. Não saímos às ruas para condenar os corruptos que sugam a nação. Temos vergonha. Votamos num operário chulo, obtuso e corrupto que fingiu durante oito anos não saber das roubalheiras perpetradas por seus pares como José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros, José Genuíno, José Dirceu, Antonio Palocci, Romero Jucá e Jader Barbalho entre tantos outros algozes dos milhões de brasileiros que trabalham honestamente.
Cabe a nós, cidadãos de bem, felizmente a maioria, darmos um basta a tudo isso, devolvendo à população dignidade e orgulho de ser brasileiro através do voto consciente. Não nos esqueçamos de que teremos uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, terrenos férteis para corrupção através de licitações fraudulentas, para a reconstrução da malha rodoviária, ferroviária, aeroportos, estádios desnecessários, vias de acessos, etc. Só a título de recordação, o Pan- Americano de 2007 no Rio de Janeiro custou 15 vezes mais que o Pan de Santo Domingo em 2003.
EVANIL ANTONIO GUARIDO é professor na Universidade Estadual de Londrina

Alguém precisa falar de fadas
Walmor Macarini


A radiância da princesa Diana era uma qualidade originária de sua identidade de fada. Pela via natural do ventre materno - para ganhar a forma humana - seu espírito entrou na realidade tridimensional terrena, através de um portal que se abriu. Como embaixatriz das fadas no mundo humano, ela injetou no campo vibracional planetário uma frequência de energia diretamente do seu Reino.
Foi pela radiância que dela emanava que a humanidade inteira prostrou-se em tristeza ante sua morte. Nunca na história houve tanta comoção pela transcendência de alguém. Falo de Lady Di porque no último 31 de agosto fez 14 anos que ela deixou este mundo. Sua atribulada vida afetiva de mulher era inerente à sua condição humana, mas suas obras de amor pelas crianças vítimas de minas terrestres, pelos portadores do HIV e outros desassistidos, eram traços de sua refinada essência.
Mas estas não foram as razões centrais de sua vinda. A verdadeira missão foi trazer a luz do Reino das Fadas (uma realidade dimensional dentre as ‘‘muitas moradas da Casa do Pai’’) e injetá-la na vibração terrena. Muitas crianças-fadas começaram a nascer na Terra desde então. Elas não trazem varinhas mágicas e são fisicamente normais, mas no futuro exercerão funções relevantes em benefício da humanidade. Nunca se saberá quais, mas elas serão pessoas que farão coisas marcantes e semearão conhecimentos inovadores. E o farão sem mesmo saber, mas guiadas pelo impulso da missão. Todos nós trazemos esse impulso, e a isto se dá o nome de destino, mas é uma escolha nossa definida antes de aqui aportarmos.
Havia uma indefinida, mas sentida razão para a comoção popular pela morte de Diana. Não por acaso as histórias de fadas, em forma de lendas, sempre povoaram as mentes humanas e ficaram guardadas na memória das pessoas, até a velhice. Porque todas a lendas são relatos de realidades que experienciamos em vidas passadas. A morte de Diana aconteceu cedo porque sua vivência terrena havia se completado e sua missão estava cumprida.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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