Homenagem aos pais
Pai, parabéns, obrigado por tudo e perdão. Nós te amamos.
Pai, sem ti nós somos inseguros, desnorteados, fracos e carentes. Agradecemos o teu colo, o teu abraço, o teu trabalho, a tua presença em nossas vidas. Pai, sabemos que não é fácil ser pai, por isso, somos agradecidos a Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual tu és a imagem. Que Ele te abençoe. Pai, nosso coração se comove quando te vemos rezando, indo à igreja conosco, participando das reuniões da escola e da catequese. Obrigado por tudo.
Pai, sabemos que fazes todo esforço para ser um bom pai. Queremos pedir-te perdão pelas vezes que não valorizamos teus trabalhos, sofrimentos, preocupações. Saiba, pai, nós compreendemos tuas limitações, pois nem sempre tiveste o carinho, a prece, a presença de um pai na tua vida. O mais importante para nós é saber que tu amas a mamãe, tens tempo para nós, sabes brincar conosco e estás pronto a nos corrigir.
Pai, nossa cultura machista e patriarcal está sendo superada por uma paternidade participativa, afetiva, educativa. Como isso é bom. Sentimos grande alegria quando te vemos com uma criança no colo, lavando a louça junto com mamãe, trocando fraldas. Como é bom andar contigo de mãos dadas.
Pai, tu és sumamente importante para mamãe, para nós teus filhos, para a sociedade, para a escola, para a religião. Nós vemos em ti um líder que resolve problemas, tem iniciativas, exerce autoridade. Nós aprendemos a ser líderes com tua liderança. Pai, como é bom para todos nós ter um pai carinhoso, romântico, afável, enamorado de nossa família. Isso nos dá o gosto de viver. Pai, tu também és mestre, pelo teu jeito de ser, pelos valores e limites que repassas a nós. Queremos aprender contigo lições de honestidade, de fé, de sexualidade, de amor.
Pai, tu nos livras do apego à mãe, portanto, da dependência materna. Tu és o ''outro'', o diferente, o necessário para nossa identidade masculina e feminina. Tu nos fascinas porque nos lanças ao trabalho, à luta, à coragem. Sem ti pai, a vida seria ''apatia ou anarquia''. Pai, não esqueças teu lado feminino, nasceste de uma mulher. Não tenhas receio de chorar, de pedir perdão, de dar afeto, de ser carinhoso.
Pai, não és apenas reprodutor, nem patrão, nem patriarca e não queremos ser ''filhinhos de papai''. Tudo isso é prejudicial. Nós temos a obrigação de colaborar contigo, de honrar-te, cuidar de ti, respeitar-te. Precisamos fazer a nossa parte para que não desanimes. Não és um semideus, és humano, não estás obrigado a ser sempre um herói. Nosso presente no teu dia é sermos filhos amorosos e de mãos dadas contigo, crescermos na amizade, no senso de responsabilidade, no dinamismo e criatividade e no amor familiar.
Pai, às vezes somos muito exigentes contigo e solicitamos mais ternura, mais presença, mais comunicação, mais sensibilidade de tua parte. Entendemos, porém, que entre nós é quase nula a preparação para ser pai e assumir esta missão. O namoro e o noivado são excelente chance para tudo isso, mas, o erotismo, o consumismo e tantos outros desvios impedem um maior apreço pelo matrimônio, a família, a paternidade. O que importa pai, é que todos podemos mudar, crescer e ser melhores.
Pai, seremos filhos maravilhosos porque tu és pai amoroso. Tua presença é o melhor presente. Teu carinho e teus ensinamentos nos livram da droga, do vazio, da depressão. Pai pedimos tua benção. Parabéns e um grande abraço.

DOM ORLANDO BRANDES é arcebispo de Londrina

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