Reforma polÍtica e financiamento público
O modelo de República presidencialista que adotamos no Brasil, em linhas gerais, é do tempo imperial, onde o presidente detém amplos poderes, acumula as funções de chefe de Estado e de governo. Entretanto, independentemente das circunstâncias, não pode dissolver o Congresso Nacional. Após diplomados, deputados e senadores só perdem os cargos por penoso processo de cassação, ou seja, quase nunca.
A esperada reforma política em debate é tímida, mas já traz propostas significativas de mudanças como: sistema distrital misto, financiamento público de campanhas, data da posse do Poder Executivo, reeleição, candidatura avulsa, filiação partidária, domicílio eleitoral, entre outras.
O que mais causa polêmica, por ora, é o financiamento público de campanha, uma grande arma contra a corrupção na eleição. Modificação que não é informada corretamente ao cidadão.
O financiamento público coloca um fim nas campanhas eleitorais milionárias. Cada partido terá um teto para o gasto com seus candidatos e todos irão saber o valor que cada um poderá gastar na campanha. Fora a população, um candidato irá automaticamente fiscalizar o outro, ou seja, fica praticamente impossível o ''caixa dois'' e a compra de voto. É o fim de dois vilões eleitorais.
A verdade é simples: se o eleitor fosse consciente, não seria necessário qualquer mudança. O financiamento público de campanha ajudaria a eliminar a corrupção, mas é literalmente apenas uma ajuda, um auxílio, enfim, um começo.
RONAN WIELEWSKI BOTELHO é bacharel em Direito do Estado em Londrina



Avançando na direção do melhor
''A humanidade é assim mesmo'', costuma-se dizer, justificando as perversidades e os descaminhos humanos, mas esta é uma capitulação conformista. Porque se aquela é em parte uma verdade, não significa que não podemos mudá-la. Para dissipar as sombras temos de começar por nós mesmos. Um bom começo é tomarmos consciência de outra realidade - a de que nem todos são maus. A maioria não é, e nesse momento há um número muitíssimo maior de pessoas fazendo coisas boas do que ruins; há muita gente batalhando para edificar o mundo melhor, e se um a mais se juntar a essa corrente, ela irá se robustecendo.
Sim, cada qual com seu nível de entendimento, mas se temos nossa porção inqualificada, devemos saber que guardamos em nosso ser uma soma muito mais volumosa de virtudes. Ocorre que nem nós acreditamos muito em nosso bons atributos, os visíveis e os invisíveis, e por isso não os cultivamos e deixamos que se dissipem. Como tudo na vida, inclusive em nosso fisicalidade e nos nossos comportamentos, o que não é usado se atrofia. Isso vale também para os exercícios morais e espirituais. E, em contrário, se passamos a acreditar e confiar numa coisa, ela se manifesta.
Cada qual guarda em si um riquíssimo manancial de virtudes e sabedoria, mas é preciso abrir-lhe passagem e permitir que se revele. Guardamos em nossas células a síntese do universo e temos conexão com a mente cósmica, significando que onde estamos nós, aí está Deus, e onde está Ele, aí estamos nós.
Todo o processo divino é um mistério - que não precisamos decifrar ainda, pela sua complexidade e pelo bloqueio inerente à nossa tridimensionalidade - mas nos basta saber que somos parte do mistério. Apesar das turbulências existentes e das que ainda virão, tudo está avançando na direção do melhor - nos afiança o arcanjo Gabriel, o grande mensageiro das novas revelações. Portanto, nada devemos temer.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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