ESPAÇO ABERTO
Mortes de motociclistas no trânsito
Os acidentes envolvendo motociclistas estão se tornando uma catástrofe nacional. Lamento, mas infelizmente creio que ainda teremos mais de 20 anos de mortes brutais no trânsito até que se eduque a população a respeito das regras de trânsito e forma de condução com respeito à vida.
Claro que a educação tem que se dar também a motoristas de carros e caminhões, não só motociclistas. O Brasil é um país mal educado em todos os sentidos. Não conhece ética, não tem tradição e isso também causa essa tragédia nacional.
É de se lamentar profundamente a perda de vidas, jovens em sua maioria, diariamente no trânsito brasileiro, pela falta de educação. Perde-se a vida no auge da idade produtiva, causando prejuízo de altas cifras para a economia nacional, sem falar nas perdas familiares com os reflexos tanto psíquicos como financeiros para os que ficam.
Já é passada a hora do governo e revendedores de motocicletas, especialmente as de baixa cilindrada, se preocuparem em preservar as vidas. Ao negociante, deve-se dizer, em último caso, que ele perderá seus compradores, pois a continuarem as coisas como estão, o comprador não terá oportunidade de adquirir outro produto, pois estará morto antes.
Ao governo, deve-se sensibilizar com a seguinte mensagem. ''São milhares de cidadãos que poderiam pagar impostos''. Ainda que a custa desse tipo de discurso, que se adotem providências urgentes, antes que se extinga uma geração inteira!
PAULO NOLASCO é advogado em Londrina
O poder da intenção convicta
A lei da atração e da repulsão é uma comprovada realidade. Se cultivamos bons pensamentos, sentimentos e palavras, seguidos de boas atitudes, colhemos coisas semelhantes. O mesmo se dá em sentido contrário. Então, muito do que nos acontece e que costumamos atribuir à sorte ou ao azar, não é mais que o resultado do que pensamos, sentimos e falamos - em resumo, o poder dos sentimentos e da intenção convicta e persistente. Os que se declaram azarados atraem o que dizem; e os que se proclamam incapazes para determinada coisa, não falam uma verdade mas, se decretam a incapacidade, impregnam-se do poder nefasto dessa afirmação.
A maledicência é um dos piores venenos, e tudo o que semeamos volta-se contra nós. Temos enorme potencial irradiador e captador, mas ignoramos isso, e no mais dos casos operamos contra nós próprios. Pouco adiantará clamar às divindades se não nos policiamos e não nos ajudamos. Quando se afirma que o homem move Deus, significa que se vale da força que Ele lhe outorgou. Cada um de nós é uma usina de energia e constrói a própria realidade.
Muitos questionam por que Deus permite as coisas más que existem no mundo, e a resposta é que Ele consente que se faça a vontade do homem. Porque é o ser humano que semeia a bem-aventurança e é ele também que faz as guerras. Se Deus nos dá o fogo, com ele podemos cozer o alimento e forjar o ferro ou incendiar a floresta. Mas ao nos conceder o livre-arbítrio a Sabedoria Divina também colocou em nossos ombros o ônus da responsabilidade.
Diante das tragédias, são muitos os que perguntam com indignação onde estava Deus nessas horas, e a resposta é que Ele estava lá, no palco dos acontecimentos. Todas as coisas que nos acontecem é para que se opere o livre-arbítrio, e em tudo está presente o propósito supremo da evolução individual e planetária.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





