Como some o dinheiro da saúde
Basta uma rápida busca na internet para confirmar que o caos da saúde é iminente. As notícias de tempos atrás e as de hoje retratam uma tragédia anunciada pela insuficiência de recursos destinados à assistência dos cidadãos: 2003, ''Brasil é o país que menos investe em saúde na América Latina''; 2008, ''Brasil investe em saúde pouco mais que metade do gasto de países vizinhos''; 2010, ''Saúde sofre com falta de recursos e gerenciamento precário''; 2011, ''Brasil é lanterna em investimento na saúde''. O problema é que de boa parte dos gestores públicos, a quem caberiam comprometimento e responsabilidade social, nem sempre os exemplos são os melhores. Há estados maquiando as destinações legalmente obrigatórias em saúde. Nos últimos anos cerca de R$ 12 bilhões declarados como investimentos no setor foram gastos em saneamento básico, financiamento educacional, aposentadorias de servidores, etc.
Faz pouco tempo, a Organização Mundial da Saúde divulgou relatório anual com dados sobre a saúde no mundo. Entre as 192 nações avaliadas, ocupamos a medíocre 151 posição. Aqui, a parcela do orçamento reservada à saúde é de 6%. A média africana, região extremamente pobre, é de 9,6%. Em termos de financiamento, o Brasil está muito distante de países em que o acesso à saúde é, na prática, universal, integral, e direito de todos os cidadãos. No Reino Unido, 86% são de recursos públicos. Na Suécia, investe-se 85%. Na Dinamarca, Alemanha e França as destinações são, respectivamente, de 83%, 76% e 75%. Não à toa, a despeito de ser considerado uma das propostas mais vanguardistas de universalização da assistência em todo o mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não se viabilizou. Sua inanição vem da falta de recursos. Para reverter esse quadro, o remédio é conhecido: precisamos urgentemente regulamentar a Emenda 29, estabelecendo em lei os investimentos mínimos de Federação, estados e municípios, além de determinar o que são de fato as destinações para a saúde.
ANTONIO CARLOS LOPES é presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica



Ciclos constantes de renovação
A humanidade está sintonizada no medo, e mais abalos e perturbações irão ainda acontecer, mas passado esse período o homem se sincronizará com o ritmo da natureza e então florescerá a bonança, também denominada Idade Dourada. Será a destruição do velho, levando de roldão equivocados entendimentos. Não haverá um fim de mundo, mas o fim das coisas nefastas que existem nele.
A separação do joio do trigo inapelavelmente acontecerá, e, após a transcendência pelo desenlace físico, muitos não mais retornarão para cá e se alojarão em diferentes planos, alguns inferiores à Terra, pois seu grau de evolução será ainda incompatível com a nova ordem que se implantará neste planeta. Não será um juízo final, mas os eleitos é que edificarão a nova morada terrena.
Somos todos missionários e viajantes cósmicos, e se muitos de nós terão de retomar caminhadas e vivências em pontos de mais baixa densidade que esta, não será por punição, mas por um natural ajustamento, segundo cada nível de consciência. Cada qual no lugar em que cabe, conforme seu peso ou leveza. É a lei do mérito - a da causa e consequência. Deus sempre proporciona a chance de um recomeço, e quantas vezes for necessário. São muitos os que só aprendem pela repetição e o sofrimento, porque esta é contingência do livre-arbítrio de cada um. Os ciclos renovadores são necessários, ou não haveria justiça e crescimento.
Não só os maias, mas também os egípcios anteviram as catástrofes dos nossos dias e as que ainda virão. E os escritos do Apocalipse, estes mais recentes, parecem alinhar-se com aquelas previsões. A Nasa confirma que no ano que vem haverá grandes tormentas solares, com reflexos sobre a Terra e sobre as atividades humanas. Nas grandes transições de ciclos acontecem abalos, inclusive ceifando vidas e, então, ocorrem transmigrações coletivas, mas estas são oportunidades de purificação e renovação.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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