ESPAÇO ABERTO
Drogas, é possível vencer essa luta?
O que leva pessoas ao uso de drogas? Nos deparamos com dois grupos distintos: pessoas que vivem à margem da sociedade buscam no vício aliviar as dificuldades por que passam; jovens com condições sociais privilegiadas têm nome e sobrenome e as buscam também para fugir de problemas. A recuperação sempre é vista como uma possibilidade remota devido ao descaso das autoridades.
Não se trata de um problema exclusivamente econômico. Há uma deturpação de valores pelo qual estamos passando, reflexo do processo de desumanização do homem e ''humanização'' do dinheiro. O consumo é o que importa. Busca-se por realização em coisas a se possuir e não mais nas pessoas. Fato que se traduz em vidas vazias, excelente porta de entrada para as drogas.
Tentar sanar o problema atacando a produção, a distribuição e a venda das drogas surte efeito meramente paliativo, como se tentássemos ''enxugar gelo''. Faz-se necessário a busca por um novo paradigma social e cultural, corrigir as causas estruturais que levam ao consumo e consequentemente ao tráfico.
Tal epidemia de drogas é o sintoma de um problema de dimensões muito maiores. Começa na pouca importância que a educação e a infância têm aos olhos não só do Estado, mas de cada um de nós. Com uma educação plena conseguiremos incutir valores e virtudes em nossos pequenos. Deveríamos elencar nessa luta contra as drogas professores, educadores e pais a fim de formarmos cidadãos com capacidade de discernimento, com valores sólidos que os possibilitem enxergar que o tempo de decurso de nossas vidas não pode ser restringido a um simples momento, mas sim uma história onde cada ato praticado vai gerar uma consequência. Estaríamos assim, dando o primeiro passo, vencendo a batalha inicial nessa grande guerra. Um mundo melhor não pode ser considerado utopia, ao contrário, deve ser o anseio de cada indivíduo que compõe a sociedade.
TADEU WASICK JUNIOR é estudante de Direito em Londrina
Transformação, não fim de mundo
Os maias e outras avançadas civilizações do passado longínquo nunca disseram que o mundo vai acabar em 2012 e sim que haverá grandes transformações astronômicas, com reflexos físicos e mentais sobre a humanidade. O que de ruim nos acontecerá já está acontecendo, então será uma continuidade. Não será necessário um 2012 para imaginarmos e sentirmos as coisas desagradáveis que nos aguardam. O que acontecerá no ano que vem será o fim de um ciclo de 26 mil anos, completando-se mais um giro do nosso sistema solar em torno das doze casas do Zodíaco. E não estou falando de horóscopo. Esta soma de tempo forma um dia galático.
Mas depois da onda de tragédias terrestres que estamos vivenciando terá início um tempo de bonança e harmonia entre os homens. Será a Idade Dourada, de que nos falaram os ancestrais e de que nos falam hoje os nossos irmãos mais velhos do Cosmo. A estas revelações novas dou o nome de Novíssimo Testamento, porque explicam o que já foi dito e não entendido e o que estava previsto para ser anunciado agora. Jesus disse em seu tempo terreno: Não entendereis ainda, e agora é chegado o tempo de entender. Talvez seja preciso sair um pouco dos templos onde entra pouca luz e tomar sol lá fora...
Criar, destruir, recriar, esta a lei, e assim tem sido em nossa esfera planetária. Uma mudança exige a destruição do velho, e convenhamos que há muita coisa com teias de aranha em nossas cabeças. Conforme os calendários egípcios e maias, cada idade tem 2.160 anos. É a mudança de eras, e agora saímos da Era de Peixes e entramos na Era de Aquário. Essas doze eras somam 25.920 anos, e um ciclo desses agora se encerra. Quando isso acontece nosso universo próximo se agita. E nós nesse turbilhão. Mas as sementes do novo tempo, que será grandioso, também já foram lançadas, e a grande obra de redenção, no correr deste milênio, será tarefa nossa, com a ajuda de nossos parceiros das esferas mais altas. Porque não estamos sós, e para cá ainda voltaremos.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





