HU sempre o foco das 'desgraças' do SUS
Os parlamentares da ''CPI dos leitos'', que está percorrendo várias cidades do Estado, mais uma vez misturaram ''alhos com bugalhos''. Impossível comparar número de funcionários de um hospital privado, como é o Hospital Santa Rita (embora queira ser visto como beneficente), e um hospital público, como é o Hospital Universitário (HU) de Maringá. Ambos são completamente diferentes em tudo. O Santa Rita não tem hemocentro, banco de leite humano e serviço de toxocologia. Terceiriza exames de laboratório e de segurança, não sendo computados como funcionários. A principal distorção está no corpo clínico, pois os seus médicos, que são em grande número, também não são computados como funcionários, e sim prestadores de serviço.
Mesmo com os devidos ajustes, a proporção de funcionários do HU ainda será maior, também por uma simples razão: o HU procura cumprir as normas que determinam as proporções ideais para um atendimento adequado, coisa que hospitais privados não têm o hábito de fazer. Isso está amplamente publicado na literatura pertinente. Creio que a lógica deveria ser invertida. O correto seria questionar se o número de funcionários em relação ao número de leitos não está aquém do necessário no Santa Rita, especialmente na área de enfermagem. Não só pela CPI, mas também pelo Ministério Público e pelos conselhos de classe dos trabalhadores da saúde. Está faltando gente para melhor cuidar dos pacientes, e isso tem repercussão direta na qualidade da assistência e no resultado do tratamento instituído.
Outro questionamento que entendo deveria ser feito diz respeito à porta de entrada nas áreas que o Santa Rita é credenciado em alta complexidade, principalmente de Oncologia e Cardiologia. Qual a razão de não ser cobrado por parte do gestor municipal que este hospital mantenha porta aberta nestas áreas, conforme determinam as portarias do Ministério da Saúde? Por que o foco das ''desgraças'' do SUS em Maringá é sempre o HU?
PAULO ROBERTO DONADIO é professor de Reumatologia do departamento de Medicina da Universidade Estadual de Maringá



Como as cordas de um violino
  Supostamente por desconhecimento, sistemas de crenças deixam de abrir aos seus seguidores um importante portal, que é a revelação da divindade do homem - e na equivalência dos coirmãos das elevadas esferas celestiais. Destes, uns mais evoluídos, outros menos, mas todos em constante jornada de ascensão, até pontos indefinidos, e nós também no mesmo caminho. Ninguém superior nem inferior em sua essência primordial.
  Jesus, um dos derradeiros avatares, não se proclama maior que nós, mas simplesmente nosso irmão mais velho. Admirável mestre, nunca se disse um salvador. Porque a salvação, que é nossa graduação até a passagem para a imortalidade (o fim do ciclo cármico dos renascimentos e mortes), é incumbência de cada um. Ninguém nos elevará para a plenitude dos paraísos, porque para isso temos nós mesmos que criar asas e alçar voo. Os lugares estão preparados e todos os indicativos para isso nos são dados, mas a decisão de abreviar ou retardar esse processo é individual.
  Se o homem alcançar o entendimento de sua grandeza no contexto universal e da sublimidade da missão terrena, eliminará todos os medos e dúvidas e encontrará em si mesmo todas as respostas. Cada qual tem o dom da sabedoria e do discernimento, no entanto são muitos os que preferem considerar-se indignos das graças divinas e deixam que seus mentores decidam por eles. Porque assim não precisam pensar. Helena Blavatsky, a notável mestra que há um século escreveu a ‘‘Doutrina Secreta’’ (e disse que não há religião superior à verdade), define o homem desconectado como as cordas frouxas de um violino. Que nessa condição não vibram, mas se esticadas e afinadas produzirão harmoniosos sons. Então, se tomamos consciência de nossa potencialidade e nos afinamos com a ressonância cósmica, emitimos vibrações melodiosas e nos integramos à grande orquestra universal.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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