ESPAÇO ABERTO
Apesar de você...Sofria a nossa pátria um dia nunca amada. Sabendo ser subtraída em horrorosas concessões. Seus filhos, outrora só a Deus tementes, estavam agora sob ''dirigentes'' vendo estranhos ''capitais''. Meu Deus, venha olhar e salvar uma cidade a chorar e uma entidade a mandar... alguém que ria mas não ia e se chamava: ''Ó Beiramar''! Ora, versos pertinentes foram feitos à ditadura militar; e nada para a atual? Não é justo. Lalau, já falecido, diria: ''Hugo Chávez, Marco Aurélio Garcia, Sarney, Collor defendendo Pallocci contra Dilma, é ou não é um samba do crioulo doido? É pior, a coisa virou um verdadeiro Febeapa (Festival de Besteiras que Assolam o País), nada devendo ao antigo''. Mas, se é assim, onde estão os intelectuais? Um novo Vandré teria de escrever: ''Todos eles perdidos, canetas na mão, nos papéis lhes ensinam uma falsa lição: defender suas ideias e viver o mensalão''.
Se a Ana de Holanda (não aquela de Amsterdã), irmã de Chico Buarque, faz parte da ''canhota festiva'', então Francisco se cala. Os intelectuais discordantes estão calados por vergonha de serem chamados reacionários. 90% dos marxistas que conheço são marxistas de linha Groucho. Os de linha Karl estão estarrecidos de ver a falência do socialismo real em todos os países que o tentaram, ou estão estarrecidos de perceber que a síntese da história econômica não é o socialismo/comunismo moderno, e sim um capitalismo moderno, avançado, bem comportado, nada selvagem, e sob vigilância estatal.
Gostaria de ver Gil, Caetano, Buarque cantando ''cale-se'' para a lei da mordaça e também homenageando desde os ''anões do orçamento'' até as estripulias da desastrada ''canhota brasileira'' - Dirceu, Palloci, Delúbios e Valérios, enfim, dessa gente alta em falar e baixa em fazer. Qual o quê? Para eles, tudo o que se move contra a esquerda é reacionário. Para eles, é mais fácil revisar a Bíblia que ''O capital''. Eles querem o poder, e nós, inocentes, somos úteis apenas para pagar a conta. É chegada a hora do nosso ''uni-vos'' ou não teremos mais como pagar a conta.
VIRGÍLIO TOMASETTI JÚNIOR é professor em Londrina
A intenção no fazer as coisas
Já escrevi que o sucesso ou o fracasso dependem da qualidade do nosso propósito ao fazer as coisas. Se o fabricante de brinquedos opera desejando que eles façam crianças felizes, terá mais chance de prosperar. Se tem a intenção de só ganhar dinheiro e derrubar o concorrente (embora concorrente não exista e sim um parceiro do mesmo ramo), sua vida empresarial poderá durar apenas um pouco, mas não se sustentar. Se quem fabrica sapatos só pensa o lucro e não o conforto para os pés de quem os irá calçar, poderá ter êxito curto.
Alguém obstará que importam a qualidade e o bom preço, o que é correto, mas nessa estratégia já está implícito um desejo de beneficiar o cliente. Se o fabricante de chapéus intenciona proteger da ardência do sol a cabeça de quem irá usá-los, nunca ficará descoberto de dinheiro. Se o confeccionista de camisas intencionar não apenas obter renda, mas sobretudo abrigar do frio o usuário e fazê-lo elegante, impregnará a mercadoria dessas boas vibrações, e quem as usar se sentirá bem. Assim com todas as coisas e serviços.
É comum adquirirmos um produto e depois não gostar dele. Pode ser que quem o fez estava no momento com raiva, depressão ou indignação, e isto é transferido para aquilo que está fazendo. Quem trata de um doente sem o sentimento de curá-lo, mas apenas como cumprimento do exercício profissional (e mesmo que o faça bem), poderá não operar a cura. Tudo no universo se rege por uma ordem de atração e similaridade. São muitas as pessoas que trabalham com a alegria de servir, e outras pensam apenas no ganho pessoal e assim abrem espaços para o insucesso. Bom nos orgulharmos de haver, a cada dia, executado o melhor e com o mais elevado propósito. O êxito aprecia homens assim e está sempre junto deles.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





