Educação do faz de conta!
Era uma vez um país que pretendia dar uma educação de qualidade aos seus cidadãos. A grande maioria dos professores era oriunda de escolas públicas. Mesmo assim, o deficit de mão de obra persistia e foi preciso lançar mão de uma formação um pouco mais rápida. Aí, entraram em cena os cursos de curtíssima duração para conclusão dos estudos de nível fundamental e médio.
O passo seguinte foi a matrícula na faculdade, também à noite, porém com carga horária um pouco mais ''puxada'', de três a quatro horas por noite. Nesse enorme espaço de tempo deveria ser possível ''copiar matéria'', fazer resumos, executar trabalhos em grupo, praticar o exercício do magistério na prática, inteirar-se de tudo o que ocorre fora da universidade, conhecer as leis do magistério, além da participação em seminários, assembleias, produção de material didático, etc.
Esse governo imaginário deveria saber que, para formar um bom professor, são necessários de 15 a 20 anos além da graduação. Quando o docente está preparado (na maioria das vezes por conta própria), está na hora da aposentadoria. Para ''deslanchar'' de vez o projeto educacional o já referido governo destinou de 3% a 5% do PIB para a educação. Não pensem que toda esta bolada destina-se aos professores. Escolas precisam ser construídas e/ou reformadas, estruturadas, propagandas precisam ser feitas. É necessário ainda oferecer ''algum'' a ''alguém'' para acelerar ''algo'' e pouco sobra para pagar salários.
Alguns professores estão no magistério por vocação, por amor ao trabalho, porém não é isto que ocorre com a grande maioria que está ''dando aula'' por falta de opção. Para fazer justiça àqueles que trabalham com dedicação e afinco em prol de uma melhor educação, o correto seria o pagamento por mérito, a chamada meritocracia - tão em voga na iniciativa privada. Porém, aí já é mais complicado. Seria necessário levar a educação a sério. Não é o caso do país em questão.
ESMERALDINO FRANCO é professor em Londrina


Mudando velhos costumes
Em meio às inquietações sociais, há homens e mulheres que abandonaram velhas crenças e ensinamentos equivocados e agora são pessoas bem mais felizes, que vivem em harmonia, prosperaram e estão induzindo outras a trilhar pelo mesmo caminho. Abrigam-se em seu templo interior e ali encontram as respostas que buscam. Elas mudaram a atitude mental e viram as coisas boas irem acontecendo.
Conscientes das imperfeições humanas e sem serem indiferentes, enxergam com olhar de mais vasto entendimento os denominados pecadores. Cansaram-se de criticar, maldizer e competir, e assim despojaram-se de pesados fardos que teimavam em carregar.
Um dos fardos era preocupar-se com os comportamentos alheios, fazer julgamentos e impor condenações. Essas pessoas deixaram de acreditar que só se cresce pelo sofrimento, embora tirando deles as lições. Libertaram-se de fanatismos religiosos e já não imaginam permutar boas obras pelo paraíso, mas as praticam porque isto lhes faz bem. Descobriram que há sabedoria em tudo, mesmo nas atribulações, e que ceder quando necessário é demonstração de autoridade e amadurecimento.
Essas pessoas aprenderam a estimar-se, e como tal passaram a estimar mais os outros e a ser estimadas por eles. Porque mentes e sentimentos criam formas. Já não se molestam com as ingratidões e se, eventualmente, perdem dinheiro e bens, mas entregam-nos como tributo à vida. Tal atitude acaba por trazer de volta tudo o que perderam. Elas evitam a maledicência, o ódio e a intriga, e agradecem por todas as coisas. Não estão preocupadas se os outros não fazem a parte que lhes cabe, antes fazem a sua, e assim podem induzir outros a fazê-lo também. Descobriram o poder divino que reside em si mesmas e passaram a apreciar suas próprias virtudes e potencialidades. A tudo que fazem dão o toque da beleza e assim fazem mais belo o ambiente ao seu redor.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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