Polêmica dos inibidores de apetite
Desde o início de 2011, um tema controverso tem ocupado na imprensa páginas e páginas das editorias de saúde e medicina. Trata-se da possibilidade de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibir no Brasil a comercialização e o uso dos inibidores de apetite a base de sibutramina, de anfetamina e derivados. A discussão tem como ponto de partida uma falsa polêmica. Dizer que tais fármacos possuem efeitos colaterais é algo que os mais antigos classificariam de ''chover no molhado''. Até porque todos os medicamentos, sem exceção, os têm, em maior ou menos escala.
Antes de acirrar qualquer debate, portanto, é essencial analisar a questão do ponto de vista da saúde pública. Os inibidores de apetite são importantes no combate à obesidade, hoje uma das principais causas de diabetes, câncer e hipertensão arterial, entre outras enfermidades. Proibi-los certamente só agravará uma situação já preocupante. Em nosso país, atualmente, mais da metade da população está acima do peso. O número de obesos cresce a cada dia, reproduzindo, aliás, um mal que é mundial.
Claro que não defendemos a utilização indiscriminada, pois, em medicina, a permissividade é inaceitável. Dessa forma, é imperioso que sejam estabelecidos critérios rigorosos de controle. A prescrição deve ser feita apenas do receituário amarelo, retirado nas Secretarias da Saúde. Também é necessária forte fiscalização da Vigilância Sanitária sobre a prescrição destes, para saber como e com quais finalidades estão sendo ministrados.
Com rigor na formação dos profissionais de medicina, controle na venda e fiscalização sobre abusos, resolveremos o problema, ou boa parte dele. Resta-nos, assim, somente adotar um remédio que sempre faz bem: o bom senso.
ANTONIO CARLOS LOPES é presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica



Em incessante marcha evolutiva
Embora nem todos creiam, há uma estreita e constante relação e intercomunicação (visível ou intuitiva) entre os seres das elevadas esferas e a comunidade terrena. Nós lhes pedimos ajuda e eles também precisam que os ajudemos, porque têm missões conjuntas conosco e com a vida neste planeta, e não podem exercê-las sozinhos ou feririam a lei do nosso livre-arbítrio. Porque, se lhes fosse permitido ingerir sobre nossos atos, com certeza impediriam as misérias e sofrimentos humanos, as tragédias e as barbaridades que cometemos.
Esses seres são os hierarcas cósmicos e toda a legião de obreiros invisíveis, em seus múltiplos graus e atribuições. Eles não vivem em ociosidade, sentados sobre nuvens e tocando harpas, mas trabalhando incessantemente, porque todo o universo é um operoso campo de ação, regido por uma precisa ordem administrativa. Se não nos monitoram, eles interagem conosco e velam por esta morada terrena, tão importante no conjunto universal quanto tudo o mais. Nenhum desses seres de grande luz proclama-se nosso salvador e nem Jesus outorgou-se esse título, porque nós mesmos somos nossos salvadores.
A salvação, tão apregoada pelos sistemas religiosos mas pouco compreendida, não é escapar de um imaginado e amedrontador fogo de inferno, porque tal inferno não existe. O inferno é representado pelas nossas atribulações na roda das reencarnações e pelas fases intermediárias de cada revivência. Salvação é alcançarmos tal grau de evolução que nos permita cruzar o portal para a imortalidade, ou seja, o desenlace de todos os carmas terrenos e o fim do ciclo de mortes e renascimentos. Será então que começaremos a alçar voo no rumo das dimensões ainda mais altas, e em incessante marcha evolutiva. Com essa potencialidade, que nos é outorgada por dádiva divina, devemos saber que somos seres de grande relevância no contexto universal, muito mais do que nós próprios supomos.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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