O retorno de Fênix
Fênix era uma ave fabulosa que, segundo a mitologia grega, durava muitos séculos e, se queimada, renascia das próprias cinzas. Após atravessar a pior crise da sua história, o Londrina Esporte Clube (LEC) ressurge para voltar ao seu lugar no cenário do futebol paranaense e brasileiro como verdadeiro Tubarão.
Apesar da crise, o Londrina ainda continua bem classificado no ranking da Confederação Brasileira de Futebol: ocupa o 32º lugar com 631 pontos (pontuação de dezembro de 2010). Também como participante do seleto grupo de 80 times que integram a loteria Timemania, o Tubarão ocupou a 28 colocação no concurso 209.
Os clubes de futebol deixaram de ser genuinamente autênticos com raríssimas exceções, em face da troca de cores de seus uniformes, fusões, parcerias, etc., - o próprio LEC já deixou de ser o ''Caçula Gigante'', fez fusão, mudou a cor do uniforme (já foi vermelho e branco após a fusão com o Paraná) e até parceria frustrada. Entretanto, o mais importante é que ainda continua com o nome da nossa querida cidade. Assim, o torcedor do Tubarão deve acreditar no novo time formado através de uma nova parceria, pois o clube apenas adaptou-se à realidade do futebol brasileiro.
Que bom ver o Londrina retornando ao futebol igual à mitológica Fênix, agora, em parceria com a empresa SM Sports, de Sérgio Malucelli e Juan Figger (grande empresário do futebol). Esperamos um bom comportamento do torcedor do LEC, dando total apoio e incentivo nesta nova etapa na vida do clube, inicialmente, para voltar à primeira divisão do futebol paranaense e depois rumo ao Campeonato Brasileiro. Futebol é tolerância e, acima de tudo, fidelidade às suas origens. Vamos torcer!

MOACI MENDES LEITE é membro do Conselho de Ética e Disciplina do Londrina Esporte Clube




Um outro enfoque sobre educação
Uma tecla na qual tenho batido é a de que a alfabetização e a cultura (esta no sentido de acumular conhecimentos) não são tudo. Muito mais que isto é a expansão da consciência e o culto da espiritualidade. Melhor se todos fossem ao mesmo tempo cultos, sábios e espiritualizados, mas se tivéssemos que optar entre cultura e sabedoria deveríamos sem dúvida ficar com esta última. Todos nós conhecemos muitos homens sábios e, no entanto, iletrados. Comecemos por certas civilizações indigenas, que nunca conheceram letras mas deixaram valiosos ensinamentos.
Retorno a esse tema para congratular-me com alguém que escreveu algo semelhante (no último dia 13, neste Jornal), o professor Luis Miguel Luzio dos Santos, da Universidade de Londrina. Quando ouço, aqui e acolá, vozes de mais expandido entendimento, como deste doutor em Ciências Sociais, logo concluo que o mundo tem salvação. Porque muitos já não acreditam nisso.
Ele diz que ''as preocupações em torno da educação parecem ter-se reduzido a meros aspectos técnicos que atendam às demandas do mercado e que consigam traduzir-se em avanços materiais imediatos, desconsiderando-se a formação humana e o desenvolvimento da consciência social''. Acrescenta, com propriedade, que o modelo que busca ''indicadores de eficiência e produtividade estão criando uma sociedade desalmada, individualista e egocêntrica''.
Como já escrevi, é incorreto imaginar que as coisas melhorarão apenas por via da escolaridade convencional adotada em nossos dias. É que - ressalvadas as poucas exceções - a escola, a família e a igreja, que são os pilares mestres de formação do indivíduo, não ensinam a partilhar (conhecimentos, descobertas, soluções), mas sugerem claramente que a estratégia é a da competição. Por isso, o homem anda trôpego e atribulado.

WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina

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