Novas varas cíveis em Londrina

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina nos brindou com a grata notícia da instalação efetiva de duas novas varas cíveis em nossa Comarca. Tais varas funcionarão já a partir de maio com designação exclusiva para casos fiscais. Ou seja, serão duas varas de Fazenda Pública instaladas em Londrina ao mesmo tempo. Pleito antigo de operadores de Direito e cidadãos que tinham casos relativos a estas áreas sendo apreciados por juízes de varas cíveis comuns, e que se quisessem um julgamento especializado, teriam que se dirigir a Curitiba para lá obterem a tutela jurisdicional específica, por sinal em varas também abarrotadas.
O que significa a instalação dessas varas? Tem significativo valor a instalação das mesmas, tendo em vista que propiciará o desafogamento dos trabalhos já em gargalo, exercido pelas dez varas cíveis instaladas na Comarca e que consequentemente terão mais disponibilidade para atendimento a casos cíveis gerais.
São cerca de 70 mil ações de execuções fiscais estaduais, municipais, querelas tributárias e afins que estão hoje vinculadas às dez varas cíveis, que espera-se, sejam dirigidas às novéis varas instaladas. Segundo informação fornecida pelo Tribunal de Justiça, 45% das ações ajuizadas ao mês na Comarca dizem respeito a questões fiscais.
A instalação dessas varas esperadas há muito trará mais celeridade a todos os feitos judiciais nas varas estaduais e testará os serviços de cartórios judiciais públicos, eis que essas duas novas varas já serão instaladas sob o pálio do sistema de público. Parabéns à OAB e seus membros diretos pelo trabalho incessante exercido gratuitamente em prol de Londrina e região.
PAULO AFONSO MAGALHÃES NOLASCO é advogado em Londrina



Vamos vestir nosso traje de gala

Nós, londrinenses, temos um pouco de realeza - basta imaginá-la - porque ostentamos em nossa marca o gentílico de Londres, morada de monarcas. Nada nos custa dizer. Sorry. Mérito dos colonizadores ingleses, que chegaram a estas terras então despovoadas, igualaram o tamanho dos lotes que cada um podia ter - com o zelo de não permitir latifúndios - e trouxeram para cá gente de todas as partes. E aqui deixaram um pouco de sua fleuma.
Então, é lícito celebrarmos o advento, amanhã, de uma nova princesa. O que se consolidará com o casamento de Kate Middleton com o príncipe William, filho de Diana, a deslumbrante e doce fada. Podemos assistir a todos os detalhes dessa pompa e circunstância, como o mundo inteiro verá. Não é todo dia que se gesta uma princesa e nem sempre podemos vê-la unindo-se ao seu príncipe encantado (este que poderá vir a ser rei), como nas lendas e fábulas memoráveis que povoaram as mentes e corações de adolescentes e adultos em todos os tempos. Agora será real, e duplamente real.
Reis e rainhas, príncipes e princesas, não fazem mal algum, a não ser para alguns incomodados. Dos britânicos, apenas 13% são contra, e o resto da humanidade não se importa. Os monarcas, hoje, pouco decidem e já não são ditadores. Certo que eles brilham. Se nós, pés-vermelhos, temos um pouco de sangue azul em nossas veias - e para ter basta o livre pensar - vamos então viver o encantamento desse esplendoroso evento nupcial. Ao menos em reverência aos ancestrais bretões que em boa hora aqui aportaram e implantaram uma formação agrária sem igual na história do Brasil. Somos filhos virtuais e virtuosos da Pequena Londres, então saudemos! Porque este é um momento de festa em família... Vamos vestir nosso traje de gala, e que vivam felizes os noivos!

WALMOR MACARINI jornalista em Londrina

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