ESPAÇO ABERTO
Reforma política ou de políticos?
Vivemos dias em que a população está cada vez mais demonstrando desacreditar na política nacional por meio de tantos escândalos que presenciamos nos últimos anos. A política - e, consequentemente, os políticos - está se tornando alvo fácil de piadas. Discute-se a reforma política, no entanto, não se debate de reforma dos políticos.
Um político deve ter a ideologia de ser eleito para trabalhar em união com os demais em favor da sociedade. Não é coerente um político ou grupo político deixar de aprovar algo ou retardar sua aprovação apenas por ser oposição. Também deixar de fazer algo por determinado conjunto de pessoas porque esse ''não foi companheiro''.
Após serem eleitos todos devem trabalhar unidos pensando no povo e não em rixas partidárias e pessoais ou ainda no aumento constante de seus salários. O que está em jogo não é tão-somente a carreira política ou até mesmo quem foi ou deixou de ser eleito. Depois de assumir o cargo, o que se deve pensar é em trabalhar juntos com apenas um objetivo: ''a população''.
Ser um bom político não é uma tarefa fácil. Porém, poucos se esforçam para se sobressair entre muitos. A corrupção engrandece os olhos e parece tudo tão fácil. Ao se usar dinheiro público em benefício próprio, ninguém pensa que este dinheiro que só trará algo novo, que nem fará tanta diferença na vida do corrupto, mas que faria toda diferença na melhoria da educação, da saúde, da alimentação de muitas famílias humildes.
THAYARA BURANELLO SIQUEIRA é estudante de Direito na Unopar em Londrina
Não concorrentes, mas parceiros
São antiéticas as citações publicitárias que certas empresas do mesmo ramo fazem umas às outras, mencionando-as como ''a concorrência'' e de forma depreciativa. Seria mais saudável se partilhassem conhecimentos, visando o progresso comum - justamente por operarem na mesma faixa de mercado - e o bem da freguesia. Os que atiçam seus parceiros de negócios por tal método talvez não saibam que a clientela percebe essa quebra de decoro. As agências de criação têm responsabilidade nisso, porque são as que produzem as mensagens publicitárias e, ao valer-se de tal artifício - a pedido do cliente a que servem ou por conta própria - sabem que estão gerando intriga. Quem é citado com desdém se robustece e se torna credor.
Um anúncio deve naturalmente exaltar o produto, e se este é bom, suas qualidades bastam-se por si mesmas. Quem usa o termo ''concorrência'', e ainda mais em tom pejorativo, acaba fazendo propaganda inversa, além de ganhar antipatia. Imagino (baseado em minha reação pessoal) que o público tende a reagir a favor de quem é atingido gratuitamente. Ora, concorrentes não existem, porque são empresas ou instituições atuando em idêntico círculo de clientes, portanto, companheiras.
A busca e difusão da melhoria de um produto ou serviço é salutar e orienta a freguesia. Deve, portanto, visar a satisfação do usuário e consumidor, mas sem provocar. E vender mais barato é uma boa estratégia, porque eleva o volume de vendas e resulta em ganho maior. Assim mesmo deve ser apenas um apelo por mais renda e não uma eventual intenção de prejudicar os que atuam na mesma área. Importa muito a intenção, porque aquilo de bom ou de mau que se semeia retorna ao semeador com a mesma intensidade. Que cada qual, em qualquer negócio, propague o que seu produto tem de especial, mas com elegância. Operando em clima sadio todos ganham.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





