ESPAÇO ABERTO
Mortes no Rio de Janeiro
A nação inteira está consternada com o massacre ocorrido na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, no último dia 7. Vidas foram ceifadas. O que aprender? Muitas coisas:
Primeira lição. O Brasil tem 8 milhões de armas ilegais e faca de cozinha já foi utilizada em crime anterior (Japão 2001). Não podemos esperar que armas deixem de existir. Temos de agir a despeito delas todas.
Segunda lição. Não estampar fotos dos assassinos e sim daqueles que os combatem. O herói de Realengo foi o sargento que evitou mais mortes; não o matador de crianças.
Terceira lição. As vítimas de bullying podem explodir repentina ou tardiamente. É necessário mapeá-los e conhecer seus problemas. As vítimas ou ''peles'' têm de ser protegidos; os carrascos punidos pelas escolas. A mágoa pela falta de proteção é que leva a vítima de hoje a se vingar no local que causou o seu trauma.
Quarta lição. A escola tem de proteger os seres mais queridos e mais desprotegidos do universo: os seus infantes. Não deve ser considerado constrangimento revistar mochilas ou passar por detector de metais na porta das escolas. Tudo isso inibe a ação de futuras mentes perturbadas.
Quinta lição. Acreditar que o que tem acontecido em todos os continentes do nosso mundo também acontecerá no Brasil. Não dizer, ingenuamente, que as psicoses são doenças de outras terras.
Sexta lição. Os políticos, educadores e psicólogos têm de apoiar leis práticas e não demagógicas, pois há nenhuma ideologia em crimes aos quais temos assistido, apenas algo de semelhante há na vida de 80% dos criminosos: uma baixa resistência à frustração.
VIRGÍLIO TOMASETTI JR é educador em Londrina
Grandes dores, grandes purificações
Buscar entender, pelas hipóteses usuais, a razão de um episódio brutal como o massacre das crianças no Rio de Janeiro, é penetrar no nebuloso campo do desconhecido. Todos os qualificativos com que se rotule o rapaz que perpetrou tamanha barbaridade não conduzem a uma resposta conclusiva à luz do nosso escasso entendimento e de todas as ciências que estudam os comportamentos humanos.
Como habitante deste planeta de tão baixa densidade - porque um lugar de aprendizado, expiação, dores e lágrimas, e muito vulnerável a influências maléficas - imagino esse cruento episódio como um componente do quadro de acontecimentos trágicos previstos para esta era de transição pela qual a humanidade está passando e que durará ainda um bom tempo. São os extertores de um final de ciclo e o começo de outro, que desembocará numa idade mais luminosa. As turbulências - que sempre existiram - manifestam-se agora mais intensas e simultâneas.
Grandes dores são também momentos de grandes purificações. Porque todos sofrem e não apenas os diretamente atingidos e seus próximos. Pergunta-se por que crianças, como no recente caso, e por que tantos jovens no mundo vitimados pelas drogas, pelo trânsito, pela delinquência, pela fome. Mecanismos de precaução e proteção são necessários, mas fundir a mente ao coração talvez fosse uma fórmula salvadora ante os males do mundo.
Sobre o indivíduo que vitimou as crianças, cabe indagar quem seria ele. Alguém de mente perturbada, sintonizado em baixíssima frequência e, por isso, manipulado pelas figuras das sombras, que povoam mundos paralelos incrustrados no orbe terrestre. Tratam-se de poderosas legiões, que governam a partir do astral inferior e se valem de seus agentes, aprisionados pelo domínio mental desses magos negros. Os exércitos do bem pelejam continuamente contra eles. Está escrito.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





