De Hiroshima a Fukushima







Os grandes investimentos em tecnologia para diminuir os efeitos dos terremotos e tsunamis que ocorrem com frequência no Japão não foram suficientes para evitar o vazamento radiativo na Usina Nuclear de Fukushima. A utilização da energia nuclear pressupõe uma reflexão não apenas sobre os possíveis riscos à qualidade de vida das pessoas expostas à radiação, mas também à própria sobrevivência planetária. Os efeitos devastadores de um possível aumento no vazamento de energia nuclear na Usina de Fukushima são incalculáveis para toda a humanidade.

Hans Jonas, filósofo contemporâneo, que viveu o momento histórico do lançamento da bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki afirma na sua obra ''Heurística do Temor'' que o homem se tornou perigoso para o homem na medida em que ele põe em risco o equilíbrio na natureza; a preservação da natureza constitui condição básica para a sobrevivência humana; é necessário vigilância nas intervenções sobre a natureza, pois estes podem criar possibilidades catastróficas.

Embora as usinas nucleares sejam consideradas seguras, é preciso avaliar os potenciais riscos em caso de acidentes nucleares; muitos dos efeitos deletérios não ficam restritos ao presente, elas avançam no tempo e no futuro poderão acarretar consequências para os ''ainda'' não nascidos.

A devastação ambiental e as perdas humanas causadas pela bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki são do conhecimento de todos, porém não se sabe quais serão as consequências do vazamento radioativo da Usina de Fukushima.

Diante do ocorrido é necessário conscientizar a população e os governantes sobre a responsabilidade de estudar formas alternativas de produção de energia que tragam menos possibilidade de danos à vida planetária.

KIYOMI NAKANISHI YAMADA é especialista em Bioética, membro da Sociedade Brasileira de Bioética e do Núcleo de Bioética de Londrina



‘Efei­to ­Movelpar’




A ca­da ­dois ­anos, o Nor­te do Pa­ra­ná ex­pe­ri­men­ta um im­por­tan­te in­cre­men­to em sua eco­no­mia. É o cha­ma­do ‘‘efei­to ­Movelpar’’, de­ri­va­do da fei­ra na­cio­nal da in­dús­tria de mó­veis rea­li­za­da no Pa­vi­lhão Ex­poa­ra, em Ara­pon­gas. A edi­ção des­te ano, en­cer­ra­da no dia 18/3, foi con­si­de­ra­da a ­maior de to­das em vo­lu­me de ne­gó­cios, ul­tra­pas­san­do ­meio bi­lhão de ­reais. ­Mais de 46 mil pes­soas, de di­ver­sas par­tes do ­país e do mun­do, fo­ram co­nhe­cer as no­vi­da­des da in­dús­tria mo­ve­lei­ra e dei­xa­ram mui­to di­nhei­ro ­aqui. Es­ti­ma-se que os vi­si­tan­tes te­nham gas­to em tor­no de R$ 12 mi­lhões em es­ta­dia, ali­men­ta­ção, ves­tuá­rio e ou­tros ser­vi­ços du­ran­te os cin­co ­dias da fei­ra.
A ca­da Mo­vel­par, a re­gião to­da se be­ne­fi­cia e vi­ra vi­tri­ne pa­ra os em­pre­sá­rios de fo­ra. A re­de ho­te­lei­ra de Lon­dri­na a Ma­rin­gá lo­ta. No co­mér­cio e nos shop­pings da re­gião, mui­ta pro­cu­ra por rou­pas, es­pe­cial­men­te ter­nos e gra­va­tas. Os res­tau­ran­tes re­gis­tram sen­sí­vel acrés­ci­mo no mo­vi­men­to. ­Mais de mil pes­soas tra­ba­lham di­re­ta ou in­di­re­ta­men­te na or­ga­ni­za­ção do even­to, o que ge­ra re­cei­ta que se­rá no­va­men­te in­je­ta­da na eco­no­mia re­gio­nal. E o vo­lu­me de ne­gó­cios na pró­pria fei­ra se re­ver­te em pro­du­ção in­dus­trial, ge­ran­do ou man­ten­do em­pre­gos.
Tu­do is­so se de­ve aos mo­ve­lei­ros de Ara­pon­gas. Al­guns ­anos ­atrás, li­de­ra­dos pe­lo in­dus­trial ­João Se­quei­ra Car­do­so e Oli­vei­ra, ­eles so­nha­ram em rea­li­zar uma fei­ra na­cio­nal de mó­veis na ci­da­de. Era a se­men­te da Mo­vel­par. Re­sol­ve­ram cons­truir o Ex­poa­ra, o enor­me e mo­der­no pa­vi­lhão de even­tos às mar­gens da BR-369. O sau­do­so em­pre­sá­rio Adria­no Ro­me­ra tam­bém te­ve par­ti­ci­pa­ção de­ci­si­va, ao la­do de ou­tros gran­des em­preen­de­do­res ara­pon­guen­ses, res­pon­sá­veis pe­lo com­ple­to êxi­to do pro­je­to. De lá pa­ra cá, a ci­da­de e a re­gião co­lhem os fru­tos da­que­la ou­sa­dia. E o Ex­poa­ra con­ti­nua con­ta­bi­li­zan­do su­ces­so. A úl­ti­ma Mo­vel­par foi só elo­gios. A edi­ção de 2013 es­tá com ­mais de 80% dos es­pa­ços ven­di­dos. Cer­te­za de que o ‘‘efei­to ­Movelpar’’ con­ti­nua­rá se alas­tran­do.

­LIO CE­SAR RO­DRI­GUES é ad­vo­ga­do em Ara­pon­gas

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