ESPAÇO ABERTO
Constituição Federal, cidadania e democracia
A Constituição da República Federativa do Brasil é a Lei das Leis e, portanto a Lei Maior do nosso país. Intitulada como Carta Magna, contém normas e princípios relativos à estruturação do Estado e a forma do sistema de Governo.
É a Lei Suprema e prevê o modo de aquisição e exercício do poder. Nela estão dispostos os direitos e as garantias fundamentais inerentes à pessoa humana; também estão previstos os direitos econômicos e sociais. Assim, qualquer norma do Ordenamento Jurídico Brasileiro deve respeitar e estar em concordância com a Constituição Federal, atendendo aos princípios e direitos fundamentais nela previstos.
Hoje, comemora-se a promulgação da 1 Constituição Republicana. Proclamada em 24 de fevereiro de 1891, a Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil adotou como forma de Governo a República.
Vivemos sob a égide de uma Constituição intitulada de cidadã, em um Estado considerado Democrático de Direito, que tem por fundamento a dignidade da pessoa humana. No entanto, temos uma realidade social e política bem diferente, na qual muitos ainda vivem indignadamente na miséria.
Os preceitos constitucionais são utópicos; há muito o que fazer e mudar. O país tem tido suas melhorias, mas é difícil transformar a realidade. Para isso se faz necessário conhecer os nossos direitos bem como os nossos deveres.
Sabemos muito das telenovelas, dos reality shows, porém poucas pessoas conhecem a Lei Fundamental do nosso Ordenamento Jurídico.
Democracia é uma forma de governo do povo e para o povo. Exercer a Democracia é participar, e para isso é importante ter conhecimento da nossa Lei, ir além disso, cumprir com a cidadania, conhecendo e exercendo o conjunto de direitos políticos e sociais previsto na Carta Constitucional que rege o nosso País.
GABRIELA CRISTINA DA SILVA é estudante em Londrina
O poder da palavra e da convicção
Quando desejamos ardentemente uma coisa não devemos usar o verbo no futuro, como ainda terei, mas no presente, como já tenho, e acreditar que aquilo que queremos já existe e está chegando. O verbo no futuro é como o aviso permanente do fiado só amanhã do botequim. E também não se deve empregar o verbo no condicional, como o usual se Deus quiser, porque é certo que Deus quer, mas o se antepõe uma dependência. Se eu quero uma coisa com convicção, eu a tenho, pois ela já está criada na minha mente e registrada na mente do universo.
Se dizemos que aquele é um fracassado, robustecemos nele essa condição. A palavra tem poder criador, no sentido do bem e do mal. Porque a ela se segue uma corrente de pensamento e sentimento na mesma frequência. Não é bom pronunciar coisas tão frequentes como fulano é muito doente, beltrano é um alcoólatra, e assim com outros defeitos das pessoas, porque como isso reforçamos tais realidades. Melhor é o silêncio e mentalizar a cura e o bem-estar deles.
Se vivemos dizendo que a vida é dura, ela tenderá a ser dura; se afirmamos que o dinheiro é difícil de ganhar, o poder dessa afirmação o fará difícil. Mas também não podemos declarar que é fácil se o pensamento continuar ligado no contrário. A fé deve acompanhar as palavras. No futebol, se os jogadores declaram que a partida vai ser dura, ela assim será. Mas se pensarem que será fácil e jogarem com a crença inabalável na vitória e com empenho, a chance de um resultado positivo será grande. Se o adversário fizer o mesmo, vencerá o de convicção mais forte, ou no mínimo será um belo jogo...
Todos sabem que Pelé, antes de cada partida, cobria os olhos com a toalha, no vestiário, e vislumbrava os gols que ele e a equipe iriam fazer. Os resultados disso não é preciso dizer. O tenista Guga fazia o mesmo. O pensamento afirmativo tem de ser constante, sem vacilações. O universo faz a exata leitura do que pensamos, sentimos e dizemos, e responde no mesmo diapasão.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





