ESPAÇO ABERTO
Fazendo a história do Brasil
Mais uma década se inicia e o Brasil tem pela primeira vez em sua história uma mulher no mais alto posto de comando do país, a Presidência da República. Nos próximos quatro anos nosso país estará sob a responsabilidade de Dilma Vana Rousseff. Durante o governo do PT, de 2002 a 2010, liderado por Lula, o PT e os partidos que compõem a base do governo Lula, tiveram a difícil tarefa de inverter a lógica de gestão para país. Governar olhando para aqueles que mais precisam, ou seja, os mais pobres. Os números nos enchem de esperança no futuro. Em 2003, quase 17% (30,4 milhões) dos brasileiros eram considerados como miseráveis, no período entre 2003 e 2010, o percentual de pobres na população caiu abaixo da metade.
Na hora de decidir quem poderia continuar as mudanças para o país, poderíamos sim ter optado por nomes mais conhecidos, homens de longa carreira política, mas com a visão de Lula e a unidade de todo o PT, depois de levar um operário de chão de fábrica à Presidência, apostamos na força da mulher. Em 20 de fevereiro de 2010, no 4º Congresso do PT, no qual tive a honra de participar, o PT referenda Dilma como candidata. E após uma campanha tensa, com ataques nunca vistos antes a uma candidatada. Mas nada abalou a força da militância do PT, a vontade de continuar vencendo a miséria e a pobreza, a submissão, a estagnação, o pessimismo e o conformismo de tempos passados foi o animo para todos compromissados com o futuro desta nação.
Ao completar 31 anos de sua história, hoje, o Partido dos Trabalhadores tem a honra, a responsabilidade e a humildade de governar o Brasil por mais 4 anos, sabendo unir os mais diversos setores da sociedade brasileira, os partidos que junto com o PT formam a sustentação desta política. É com dificuldades que passamos e ainda iremos passar que nos orgulha muito de fazer parte deste Partido que vem fazendo a história do Brasil ser muito melhor. Parabéns a cada filiado e filiada, você faz parte desta luta. Viva o PT.
SIDNEI SANTOS SILVA é administrador de empresas e atual Presidente do Partido dos Trabalhadores de Londrina
Para tudo uma razão de ser
Padre Marcelo Rossi diz que os filhos são empréstimo de Deus aos pais. Pela mesma alegoria, também os pais são uma forma de empréstimo aos filhos. Porque, com relação ao círculo dos nascimentos, há uma estreita e antecedente vinculação entre eles. Em outras palavras, um prévio e mútuo acordo. Porque ambos já eram preexistentes antes de aqui aportar, e quando os futuros pais chegam, cumprem o contrato de receber os filhos, por uma força subjacente que os atrai, ou mudam de rumo, pelo livre-arbítrio. Porque nascem bastante velados e podem esquecer o que prometeram. O esquecimento dos propósitos é para que seja por amor e doação o que venha a acontecer. Em outros tipos de pré-acordos, como de pretensos casais e de amigos, eles chegam e passam a sentir forte afinidade, e geralmente se unem.
Para o estágio terreno de aprendizado, aperfeiçoamento, missão ou simples experimento voluntário, as almas (cármicas, companheiras ou missionárias) são aninhadas no cálice sagrado das mães. Também seres de outros pontos habitados do universo encarnam na Terra, para aprender o que não conhecem ou em missões.
Nossa essência individual não é de agora. Só o envoltório carnal nasce e morre, e quantas vezes for necessário. Mesmo um nascimento aparentemente acidental está dentro de um ordenamento. E a gravidez de uma relação forçada não deve ser rejeitada. Os casos de deficiências físicas ou mentais têm a ver com o histórico do ser que vem ou dos pais. Rixas intensas entre pais e filhos são resquícios de vidas passadas. Muitos acabam incidindo em erros anteriores e por isso repetem as encarnações. Carmas não são punições mas débitos (e também créditos) acumulados ao longo das existências. Por isso a misericórdia divina nos dá a chance da redenção pelos renascimentos. Quem conhece essa lei torna-se mais integrado à realidade e evolui mais depressa.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina





