ESPAÇO ABERTO
E viva a miscigenação!
Claudia Vanessa Bergamini
Vivemos em um país, cuja história se fez a partir da mistura de povos. Por muitos anos, brancos (sobretudo, portugueses) e índios conviveram dando forma a uma nova raça. Tempos depois, vieram os negros, infelizmente trazidos como escravos, sendo sua cultura quase sufocada pela do branco. Mas forte, sobreviveu! Índios, negros e brancos deram origem ao que podemos chamar hoje de nação brasileira.
Quando nos olhamos, identificamos em nosso andar o do negro, o cabelo com cor que se assemelha à do cabelo do índio e a nossa pele, ao ser observada, tem um pouco de cada cor. Assim, somos parte do branco, do índio e do negro. Nossos gostos musicais, nossa alegria, nossa comida e vestimenta são heranças fiéis de nossos ancestrais e representam de que somos feitos.
Diante dessa realidade, como há lugar neste país para o preconceito racial? Como ainda há pessoas que se associam a outras com ideias de eugenia, acreditando ser possível existir uma raça pura em um país como o Brasil? Já não bastou o holocausto provocado por Hitler? É com tristeza que o país, por meio dos noticiários, tomou conhecimento de jovens, os quais deixaram suas origens de lado e, no lugar, proferiram palavras amargas a nordestinos e a pessoas de uma classe social menos elevada.
Precisamos, definitivamente, entender que somos parte de cada ser humano deste país. Em nós, habitam italianos, japoneses, alemães, africanos, indígenas e é justamente por sermos feitos dessa mistura é que somos brasileiros, sendo ela quem nos individualiza como nação. É tempo de assumir-se, é tempo de entender que o Brasil é rico culturalmente, porque herdou de africanos, indígenas e outros povos traços culturais e, por isso, necessitamos de dar viva à miscigenação!
CLAUDIA VANESSA BERGAMINI é professora de Literatura da UniFil e do Colégio Londrinense
A lei dos ciclos e realidades individuais
Walmor Macarini
Inundações, terremotos, destruição de cidades, tsunamis, vulcões, secas e perdas de safras, bactérias desconhecidas surgindo e contaminando pessoas, tudo isto com grande número de mortos, feridos e desabrigados, mais as inquietações sociais de toda ordem, governantes corrompidos, nações sucedendo-se no anseio de dominação, terrorismo, guerras, explorações humanas, mercantilismo religioso e assim por diante.
Soma-se a isto o aquecimento global, que já está derretendo geleiras, enchendo os oceanos, encobrindo ilhas rasas e diminuindo o espaço territorial litorâneo. Não se trata aqui de difundir ideias de tragédias, mas ocorre que elas estão acontecendo. Se isto reflete (também) irresponsabilidades humanas, algo mais está ocorrendo na estrutura do planeta e na sua relação com o conjunto cósmico.
As revelações escritas nas tábuas do destino planetário nos falam da lei dos ciclos, e o mais longo deles está prestes a encerrar-se, para imediatamente iniciar-se outro da mesma natureza. É o ciclo que agora fecha mais um giro do nosso sistema solar em torno das doze casas do zodíaco, que são zonas do cosmo e não meras citações astrológicas. Esse giro dura 26 mil anos. Por causa dos realinhamentos, isto não ocorre sem grandes turbulências geológicas, agitações mentais e expansões conscienciais. O que tem de acontecer a certos agrupamentoso se junta a isso, em sincronicidade com seus programas evolucionários.
Episódios de grandes dores coletivas são frequentes na história da humanidade e nos convocam à solidariedade. As razões individuais ou grupais desses acontecimentos são realidades cármicas. Ao menos consola saber que dessas tragédias resultam grandes iluminações e avanços evolutivos.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina
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