ESPAÇO ABERTO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Walter Costa Barroso<br>Walmor Macarini 
Despedida do poder
Voltaire, o grande filósofo francês, dizia que a História não se repete. Os indivíduos que nada aprenderam com ela é que teimam em repetir seus erros. Veja o que nos relata o jornalista e historiador Laurentino Ramos em seu livro ''1822'' sobre a fantástica viagem que Dom Pedro I fez à Bahia no auge de sua popularidade. Quatro navios de grande calado, duzentos convidados escolhidos entre os mais influentes no Império entre eles a Marquesa de Santos, em sua primeira viagem com a família real, e também a princesa Leopoldina, hospedada em aposentos no mesmo corredor do navio e com o beneplácito de toda a corte. Faziam parte ainda do comboio oitocentas galinhas, trezentos frangos, trinta carneiros, trinta capados, quinze leitões, trinta quartos de garrote e mais sessenta coelhos. Além de barricas do melhor vinho da época. A viagem já em clima de despedida, pois era iminente que o imperador poderia retornar a Portugal a qualquer momento.
Essa epopeia foi realizada em 1824. Corridos quase 200 anos podemos agora fazer um paralelo e entendermos por que no Brasil as práticas políticas ainda são as mesmas. O presidente Lula, com os números altíssimos em popularidade segundo os ''institutos'' de pesquisa, tudo pode. Com seu ''Aerolula'' se despede do governo se autoglorificando e sempre encontrando acólitos a gargalhar e aplaudi-lo.
Um outro comparativo para aqueles que gostam de estatística. Na época do Império, 92% da população eram analfabetos funcionais. Segundo o juiz que autorizou o palhaço Tiririca a ser deputado, ele é apenas analfabeto funcional. Quantos são os brasileiros nas mesmas condições do deputado? Para aqueles que gostam de cálculos: das duas despedidas qual foi a que mais gastou? Da do Lula já sabemos pela mídia que foram liberados R$ 20 milhões. Fora o resto. Conclui-se que nos últimos anos muita coisa mudou para melhor, menos o comportamento dos homens quando chegam ao poder.
WALTER COSTA BARROSO é cirurgião-dentista em Londrina
Em harmonia com todas as coisas
É comum fazer projetos a cada etapa da vida (como a entrada em novo ano), e como isto move energias positivas as coisas se concretizam se as mantemos na mente. Alguns planos fracassam porque deixamos de alimentá-los pelo combustível da impulsão inicial. Então, não são os anos que se convertem em bons ou maus, mas somos nós que os moldamos. Os anos nos dão aquilo que esperamos deles. Mas apenas esperar não basta, porque é preciso revestir de permanente convicção os nossos anseios.
Não devemos apenas desejar mais saúde e dinheiro e outras formas de ganho material, mas também iluminação e aperfeiçoamento pessoal, para que sejamos mais úteis ao meio em que vivemos e, por extensão, a toda a humanidade. Porque as coisas extraordinárias que fazemos são, em nossos dias, rapidamente difundidas e o mundo toma conhecimento delas. E não apenas pelas velozes formas de comunicação, mas pela propagação das correntes mentais - Jung as denominava o inconsciente coletivo. Tudo de bom ou de mau que se semeia, germina.
Nosso compromisso terreno não é apenas conosco e com aqueles a quem temos de cuidar, mas também com esta morada planetária em que vivemos e igualmente com nossa evolução espiritual. Isto significa incursionarmos também pelos meandros do mistério, que se situam no desconhecido e em nosso santuário interior. Devemos saber que o plano de Deus para conosco é que façamos nós mesmos os nossos planos. Um deles, nos tornarmos mais solidários e generosos, mais parceiros e menos competitivos, mais companheiros e menos rivais, mais positivistas e menos negativos, mais exaltadores das virtudes e menos críticos, mais contidos e menos maledicentes; ter hábitos saudáveis que nos proporcionem bem-estar, viver em harmonia com todas as coisas e olhar mais amorosamente para as pessoas. Não tenhamos receio dos tropeços, porque eles ocorrem para fortalecer a nossa fé.
WALMOR MACARINI é jornalista em Londrina


